segunda-feira, 20 de abril de 2009

"Lepidotes roxoi", um peixe fossil baiano.


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O Lepidotes roxoi é um peixe fóssil baiano. O exemplar que aparece na imagem acima está em exposição no Museu Nacional, no Rio de Janeiro.
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Citação:
MILHOMEM, Paulo da Silva; MAMAN, Eduardo Jorgens de; OLIVEIRA, Flavio Miranda de; CARVALHO, Marise Sardenberg Salgado de, SOUZA-LIMA, Wagner. “Bacias sedimentares brasileiras - Bacia do Recôncavo” Fundação Paleontológica Phoenix, Revista Phoenix (on line), Ano 5, n. 51, março 2003. Disponível em http://www.phoenix.org.br/Phoenix51_Mar03.html
"A ictiofauna ocorre principalmente nos estratos do Grupo Santo Amaro, nas formações Itaparica, Candeias e Maracangalha, andares Rio da Serra-Aratu (Berriasiano ao Barremiano). É composta, em sua maioria, por Osteichthyes, sendo os peixes pré-barremianos caracterizados por uma baixa diversidade genérica. Os actinopterígios aparecem em grande número e a associação é formada por semionotídeos, amiídeos e diversos teleósteos. Os semionotídeos, representados por Lepidotes, são registrados por escamas, fragmentos de ossos e exemplares completos (Lepidotes roxoi)21, 23, 24, 25. É o gênero mais freqüente permitindo correlações entre diversas bacias de ambiente lacustre.”
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Citado:
Gallo-da-Silva, V., Cavalcanti, M.J. & Lopes, P.R.D.. "Comparative morphometrics of Semionotidae, Lepisosteidae, and Amiidae (Actinopterygii: Neopterygii) by multivariate analysis of truss networks". Anais da Academia Brasileira de Ciências, v.70, n.1, p.117-124, 1998.
"Morphological variation among 12 fossil and recent species of Neopterygii (Araripelepidotes temnurus, Lepidotes elvensis, Lepidotes laevis, Lepidotes piauhyensis, Lepidotes roxoi, Paralepidotes ornatus, Semionotus elegans, Semionotus cf. elegans, Semionotus cf. robustus, Semionotus sp., Lepisosteus osseus, Lepisosteus platyrhinchus, and Amia calva), was observed using multivariate statistical techniques. Shape differences among 28 specimens from the 12 species were examined for 20 morphometric characters using measurements obtained from a box-truss scheme based on 10 homologous landmarks. Principal components analysis of interlandmark distances defined by the truss protocol revealed that the Semionotidae are morphometrically more similar to the Lepisosteidae than to the Amiidae. The most important variables for separating the three families in the morphospace defined by the principal components, on the basis of their contribution to each eigenvector, were the same for all 12 species (all related to an elongation of the posterior part of the body), suggesting that the patterns of morphological variation in fossil and recent species of Neopterygii can be influenced by common factors."
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Citado: GALLO, Valéria. "Redescription of Lepidotes Piahyensis Roxo and Löfgren, 1936 (Neopterygii, Seminiotiformes, Semionotidae) from the ?Late Jurassic - Early Cretaceous of Brazil." Journal of Vertebrate Paleontology. v. 25, n.4, p.757-769, december 2005.
"The semionotid Lepidotes piauhyensis Roxo and Löfgren, 1936, is redescribed on the basis of original and new material obtained from the Pastos Bons Formation, ?Upper Jurassic-Lower Cretaceous of the Parnaiba Basin, in northeastern Brazil. The species is a hump-backed semionotid reaching about 480 mm standard length. It exhibits, among other characters: dermal bones of the skull roof and circumorbital series densely ornamented with tubercles, suborbitals disposed in a single row, moderately developed crushing dentition, a bony lamina on the ventral portion of the anterior ceratohyal, a complete dorsal scale row, and smooth ganoid scales of lepisosteoid type. The analysis of well preserved specimens allows the description of anatomical structures previously unknown for the species, particularly of the hyoid arch and suspensorium. Some of these structures are comparable to those of the Jurassic species Lepidotes gloriae Thies, 1989 (Cuba), Lepidotes elvensis (Blainville, 1818) (Europe), and Lepidotes lennieri Sauvage, 1893 (Europe)."
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Citação:
CARVALHO, Marise Sardenberg Salgado de. "O gênero Mawsonia (Sarcopterygii, Acntinistia) no Cretáceo das Bacias Sanfranciscana, Tucano, Araripe, Parnaíba e São Luis." Rio de Janeiro (Rio de Janeiro) Universidade Federal do Rio de Janeiro, Dissertação de Mestrado, 2002.
- "Por intermédio de Orville Derby, então Diretor do SGMB, foram enviados ao Museu
Britânico e classificados por Woodward (1908), que descreveu as novas espécies Scombroclupeoides scutatus, Lepidotes souzai e Mawsonia minor. Desta localidade foi descrito, ainda, “Leptolepis” bahiaensis (Schaeffer, 1947)."
- "Bacia de Alagoas - A primeira referência de celacantos foi a
descrição de uma nadadeira caudal, atribuída a Mawsonia sp. Encontra-se associada a um crânio de Lepidotes alagoensis, escamas de Lepidotes sp. e restos de clupeiformes, encodontídeos e elopomorfos."
- "Bacia de São Luís - Na ilha do Cajual, norte do Maranhão, foram coletados ossos dissociados do crânio de Mawsonia, de grande tamanho e bem ornamentados. Estão preservados em sedimentos da Formação Alcântara, associados com placas dentárias de Neoceratodus africanus, escamas de Lepidotes e espinhos de tubarões hibodontídeos."
- "In Gall, Gadoufaoua e In Abangarit - Níger - (...) Mawsonia lavocati ocorre no Albiano de In Abangarit, sendo conhecida por um pós-parietal isolado e associado com escamas de Lepidotes (Wenz, 1975; 1981)."
- "As escamas de Lepidotes são características e facilmente reconhecíveis. São resistentes ao transporte antes do soterramento, pois são recobertas por espessa camada de ganoína. A associação de Lepidotes, Mawsonia e espinhos de tubarões é comum em bacias do Neocomiano do Brasil e África."
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