sexta-feira, 10 de julho de 2015

Terremotos na Bahia

Foram anotados eventos sísmicos, na Bahia, até a atualidade, em 177 ocasiões.
Abaixo uma lista de todos (atualizada em 11 de julho de 2017).
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- 1666 – Tsunami – Baía de Todos os Santos
- 04 de janeiro de 1724 - Salvador - estimado 2,8 graus Richter
- 1876 – Salvador
- dezembro de 1899 - Amargosa - estimado 3,5 graus Richter
- 18 de julho 1905 - Senhor do Bonfim - estimado 4,8 graus Richter
- 1905 - Xiquexique - estimado 4,7 graus Richter
- 15 de março de 1911 - Itaparica - estimado 3,3 graus Richter
- 22 de março de 1911 - Itaparica - estimado 4,4 graus Richter
- 1911 - Baía de Todos os Santos liberando gases na água. parecia efervecente
- 19 de abril de 1912 - Jequirica - estimado 3,7 graus Richter
- 06 de novembro de 1915 - Ilha das Fontes / São Francisco do Conde - estimado 4,0 graus Richter
- 07 de novembro de 1917 - Rio Fundo / Terra Nova - estimado 4,3 graus Richter
- 22 de dezembro de 1917 – Santo Amaro
- 12 de janeiro de 1918, às 8 horas – Santo Amaro
- 12 de janeiro de 1918 - Rio Fundo / Terra Nova - estimado 3,7 graus Richter
- 04 de março de 1918 – Santo Amaro
- 22 de março de 1918, à 0 hora – Santo Amaro
- 22 de março de 1918, às 12 horas – Santo Amaro
- 27 de março de 1918 – Santo Amaro
- 29 de março de 1918 – Santo Amaro
- 14 de abril de 1918, às 4 horas – Santo Amaro
- 14 de abril de 1918, às 5 horas – Santo Amaro
- 19 de abril de 1918 – Santo Amaro
- 07 de novembro de 1918 - Epicentro provável: Pojuca - - Sentido em Salvador, Feira de Santana, Cachoeira, Amargosa, Curralinho, Nazaré, Valença, Alagoinhas, Serra Grande
- 09 de novembro de 1919 - Acupe - estimado 3,8 graus Richter
- 09 de novembro de 1919 – Nazaré
- 10 de novembro de 1919 – Salvador
- 10 de novembro de 1919 – Santo Amaro - estimado 3,6 graus Richter
- 13 de novembro de 1919 – Santo Amaro
- 16 de novembro de 1919 - Santa Bárbara das Lajes - estimado 3,5 graus Richter
- 19 de novembro de 1919 – Salvador
- 23 de novembro de 1919 - Recôncavo - estimado 4,2 graus Richter
- 26 de janeiro de 1972 - Centro-Sul baiano - 3,3 graus Richter
- 18 de maio de 1976 - Ibicaraí - 3,7 graus Richter
- 19 de maio de 1976 - Ibicaraí - 3,8 graus Richter
- 11 de agosto de 1976 - Ibicarai - 3,5 graus Richter
- outubro de 1976 - Ibicarai - 3,4 graus Richter
- 10 de novembro de 1981 - Cândido Sales - 2,9 graus Richter
- 29 de março de 1980 - Paulo Afonso - 3,6 graus Richter
- 23 de julho de 1982 - Sudoeste baiano - 2,9 graus Richter
- 10 de outubro de 1982 - Barreiras - 2,8 graus Richter
- 01 de junho de 1983 - Cocos - 3,2 graus Richter
- 28 de junho de 1983 - Santo Antônio de Jesus - 2,2 graus Richter
- 03 de agosto de 1987 - Jiquiricá - 2,3 graus Richter
- 09 de maio de 1989 - Teodoro Sampaio - 2,2 graus Richter
- 08 de março de 1990 - Encruzilhada - 3,1 graus Richter
- 09 de março de 1990 - Encruzilhada - 2,9 graus Richter
- 30 de abril de 1990 - Itaberaba - 2,9 graus Richter
- 14 de março de 1991 - Euclides da Cunha - 2,2 graus Richter
- 19 de abril de 1991 - Encruzilhada - 3,0 graus Richter
- 05 de maio de 1991 - Buerarema - 2,8 graus Richter
- 11 de setembro de 1991 - Itaparica - 2,3 graus Richter
- 17 de setembro de 1991 - Mundo Novo - 2,4 graus Richter
- 22 de novembro de 1991 - Ilha de Itaparica - 2,2 graus Richter
- 07 de janeiro de 1992 - Teodoro Sampaio - 2,0 graus Richter
- 09 de junho de 1992 - Jaguaquara - 3,0 graus Richter
- 05 de agosto de 1992 - Mundo Novo - 2,1 graus Richter
- 06 de agosto de 1992 - Mundo Novo - 2,3 graus Richter
- 13 de agosto de 1992 - Mundo Novo - 2,2 graus Richter
- 16 de agosto de 1992 - Mundo Novo - 2,1 graus Richter
- 20 de agosto de 1992 - Mundo Novo - 2,4 graus Richter
- 20 de agosto de 1992 - Senhor do Bonfim - 2,5 graus Richter
- 02 de setembro de 1992 - Mundo Novo - 2,0 graus Richter
- 19 de setembro de 1992 - Mundo Novo - 2,4 graus Richter
- 20 de setembro de 1992 - Mundo Novo - 2,2 graus Richter
- 30 de setembro de 1992 - Mundo Novo - 2,1 graus Richter
- 15 de outubro de 1992 - Mundo Novo - 2,6 graus Richter
- 23 de setembro de 1994 - Jaguaquara - 2,7 graus Richter
- 12 de abril de 1995 - Itaberaba - 2,2 graus Richter
- 13 de junho de 1996 - Itapetinga - 2,1 graus Richter
- 03 de setembro de 1996 - Fátima - 2,1 graus Richter
- 29 de julho de 1998 - Jaguarari - 3,1 graus Richter - induzido por mineração
- 07 de outubro de 1998 - Jaguarari - 2,7 graus Richter - induzido por mineração
- 28 de março de 1999 - Jaguarari - 2,8 graus Richter - induzido por mineração
- 28 de outubro de 1999 - Jaguarari - 2,2 graus Richter - induzido por mineração
- 13 de julho de 2000 - Jaguarari - 2,8 graus Richter - induzido por mineração
- 06 de abril de 2000 - Jaguarari - 3,0 graus Richter - induzido por mineração
- 08 de dezembro de 2001 - Jaguarari - 3,1 graus Richter - induzido por mineração
- 20 de setembro de 2002 - Santo Amaro - 3,0 graus Richter
- 28 de setembro de 2002 - Santo Amaro - 3,7 graus Richter
- 01 de outubro de 2002 - Santo Amaro - 2,8 graus Richter
- 10 de outubro de 2002 - Amargosa - 3,6 graus Richter
- 17 de outubro de 2002 - Santo Amaro - 2,9 graus Richter
- 31 de julho de 2003 - Correntina - 2,9 graus Richter
- 31 de julho de 2003 - Correntina - 3,0 graus Richter
- 31 de julho de 2008 - Correntina - 2,9 graus Richter
- 31 de janeiro de 2009 - Correntina - 2,6 graus Richter
- 25 de outubro de 2007 - João Dourado
- 26 de outubro de 2007 - João Dourado
- 31 de janeiro de 2009 - Correntina – Coribe – Jaborandi - Magnitude Média: 2,6 mR - Localização: Lat.: -13.726º - Long.: -44.739º (erro: +/- 30 km) - Prof.: 11 km (LocSat Program)
- 01 de março de 2010 - Apuarema
- 16 de março de 2010 - Mutuípe - Jiquiriçá - 2,0 Richter, às 13:30
- abril de 2010 - Guaratinga - 2,0 escala Richter
- 27 de maio - Mutuípe
- 30 de maio - Mutuípe - 23 horas
- 01 de junho de 2010 - Epicentro: Mutuípe - Magnitude: 3,2 mD - Localização: Lat. -13,20°, Lat. -39,50° (Erro: ± 0,09°).
- 13 de junho de 2010 - Serrolândia
– 14 de junho de 2010 - Epicentro: Umburanas - sentido e anotado em Quixabeira
- 21 de abril de 2012 - Lapão, a 12 km de em Irecê
- 10 de março de 2014 - Brotas de Macaúbas - múltiplos testemunhos, apesar de os Institutos não terem registrado.
- 13 de agosto de 2014 - Correntina - 3,1 mR (escala Richter) - Lat.-13,49° - Long. -44,61°
- 09 de setembro de 2014 - Jaborandi - 2,9 mR (escala Richter) - Lat.-14,05° - Long. -49,45°
- 29 de novembro de 2014 - Matina - 2,3 mR (escala Richter) - Lat.-13,93° - Long. -42,99°
- 02 de dezembro de 2014 - Brejolândia - 1,6 mR (escala Richter) - Lat.-12,28° - Long. -43,88°
- 12 de janeiro de 2015 - Guanambi - 2,1 mR (escala Richter) - Lat.-14,13° - Long. -42,79°
- 13 de março de 2015 - Formosa do Rio Preto - 1,8 mR (escala Richter) - Lat.-11,01° - Long. -45,82°
- 17 de março de 2015 - Itagibá - 0,3 mR (escala Richter) - Lat.-14,28° - Long. -39,89°
- 23 de março de 2015 - Correntina - 1,4 mR (escala Richter) - Lat.-13,16° - Long. -44,83°
- 27 de março de 2015 - Barra do Rocha - 2,1 mR (escala Richter) - Lat.-14,20° - Long. -39,66°
- 27 de março de 2015 - Itagibá - 2,0 mR (escala Richter) - Lat.-14,20° - Long. -39,66°
- 27 de março de 2015 - Ubatã - 2,2 mR (escala Richter) - Lat.-14,15° - Long. -39,52°
- 27 de março de 2015 - Ipiaú - 2,0 mR (escala Richter) - Lat.-14,18° - Long. -39,74°
- 04 de abril de 2015 - Jequié - 1,5 mR (escala Richter) - Lat.-17,02° - Long. -40,45°
- 06 de abril de 2015 - Paratinga - 2,1 mR (escala Richter) - Lat.-12,23° - Long. -43,05°
- 06 de abril de 2015 - Santa Maria da Vitória - 2,2 mR (escala Richter) - Lat.-13,30° - Long. -44,26°
- 22 de abril de 2015 - Jaguarari - 1,6 mR (escala Richter) - Lat.-9,90° - Long. -40,06°
- 23 de abril de 2015 - Ipiaú - 2,1 mR (escala Richter) - Lat.-14,18° - Long. -39,80°
- 24 de abril de 2015 - Candiba - 1,73 mR (escala Richter) - Lat.-14,42° - Long. -48,81°
- 25 de abril de 2015 - Camamu - 1,5 mR (escala Richter) - Lat.-14,07° - Long. -39,22°
- 25 de abril de 2015 - Jaguarari - 2,4 mR (escala Richter) - Lat.-10,33° - Long. -40,20°
- 27 de abril de 2015 - Miguel Calmon - 2,2 mR (escala Richter) - Lat.-11,40° - Long. -40,67°
- 19 de maio de 2015 - Ponto Novo - 1,9 mR (escala Richter) - Lat.-10,88° - Long. -40,20°
- 07 de junho de 2015 - Correntina - 1,3 mR (escala Richter) - Lat.-13,42° - Long. -45,40°
- 07 de junho de 2015 - Miguel Calmon - 1,9 mR (escala Richter) - Lat.-11,33° - Long. -40,56°
- 15 de junho de 2015 - Jacobina - 1,9 mR (escala Richter) - Lat.-11,21° - Long. -40,67°
- 30 de junho de 2015 - Correntina - 2,2 mR (escala Richter) - Lat.-13,44° - Long. -45,04°
- 05 de julho de 2015 - Correntina - 2,1 mR (escala Richter) - Lat.-13,07° - Long. -44,97° 
- 26 de julho de 2015 - Luis Eduardo Magalhães - 1,6 mR (escala Richter) - Lat.-12,26° - Long. -45,78°
- 7 de agosto de 2015 - Mucuri - 2,1 mR (escala Richter) - Lat.-18,24° - Long. -39,72°
- 16 de agosto de 2015 - Maracás - 2,1 mR (escala Richter) - Lat.-13,47° - Long. -40,72°
- 20 de setembro de 2015 - Miguel Calmon - 1,6 mR (escala Richter) - Lat.-11,32° - Long. -40,61°
- 15 de outubro de 2015 - Correntina - 1,7 mR (escala Richter) - Lat.-13,47° - Long. -45,46° (Erro +- 3km) - prof. 10km
- 17 de outubro de 2015 - Jaguarari - 1,7 mR (escala Richter) - Lat.-10,02° - Long. -39,83° (Erro +- 4km) - prof. 10km
- 6 de novembro de 2015 - Iguaí - 3,2 mR (escala Richter) - Lat.-14,68° - Long. -40,28° (Erro +- 2km) - prof. 10km
- 17 de novembro de 2015 - Correntina - 1,9 mR (escala Richter) - Lat.-10,87° - Long. -41,26° (Erro +- 6km) - prof. 4km
- 9 de dezembro de 2015 - Buritirama - 3,9 mR (escala Richter) - Lat.-10,61° - Long. -43,80° (Erro +- 3km) - prof. 10km
- 1 de janeiro de 2016 - Sebastião Laranjeiras - 2,8 mR (escala Richter) - Lat.-14,64° - Long. -43,11° (Erro +- 2km) - prof. 10km
- 1 de janeiro de 2016 - Sebastião Laranjeiras - 2,8 mR (escala Richter) – 12:25:23 - Lat.-14,64° - Long. -43,11° - prof. 10km
- 9 de janeiro de 2016 - São Desidério - 2,4 mR (escala Richter) - Lat.-12,89° - Long. -44,73° (Erro +- 2km) - prof. 17km
- 10 de janeiro de 2016 - Itaju do Colônia - 3,2 mR (escala Richter) - Lat.-15,27° - Long. -39,74° (Erro +- 2km) - prof. 0km
- 13 de janeiro de 2016 - Santa Luzia - 1,9 mR (escala Richter) - Lat.-15,35° - Long. -39,29° (Erro +- 7km) - prof. 15km
- 13 de janeiro de 2016 - Ubaíra - 1,6 mR (escala Richter) - Lat.-13,13° - Long. -36,65° (Erro +- 2km) - prof. 10km
- 5 de fevereiro de 2016 - Ubaíra - 1,6 mR (escala Richter) - Lat.-13,13° - Long. -36,65° (Erro +- 2km) - prof. 10km
- 13 de fevereiro de 2016 - Licínio de Almeida - 1,7 mR (escala Richter) - Lat.-14,56° - Long. -42,43° (Erro +- 2km) - prof. 15km
- 13 de fevereiro de 2016 - Guanambi - 1,7 mR (escala Richter) - Lat.-14,15° - Long. -42,69° (Erro +- 3km) - prof. 15km
- 13 de fevereiro de 2016 - Licínio de Almeida - 1,9 mR (escala Richter) - Lat.-14,55° - Long. -42,41° (Erro +- 3km) - prof. 15km
- 13 de março de 2016 - Miguel Calmon - 2,3 mR (escala Richter) - Lat.-11,32° - Long. -40,54° (Erro +- 3km) - prof. 11km
- 20 de março de 2016 - São Felipe - 1,4 mR (escala Richter) - Lat.-12,81° - Long. -39,13° (Erro +- 16km) - prof. 2km
- 28 de abril de 2016 - Ilhéus - 2,5 mR (escala Richter) – 04:26:14 - Lat.-14,53° - Long. -37,85°
- 6 de maio de/2016 - Correntina – 1,6 mR (escala Richter) – 22:11:47 - Lat.-13,39° - Long. -45,43°
- 14 de maio de 2016 - Jaborandi – 1,4 mR (escala Richter) – 06:36:03 - Lat.-13,9° - Long. -45,16°
- 3 de julho de 2016 - Coribe – 1,8 mR (escala Richter) – 04:17:00 - Lat.-13,69° - Long. -44,24°
- 8 de julho de 2016 - Novo Horizonte – 1,7 mR (escala Richter) – 04:18:00 - Lat.-12,79° - Long. -42,08°
- 8 de julho de 2016 - Brejolândia – 2,3 mR (escala Richter) – 04:31:00 - Lat.-12,43° - Long. -43,98°
- 8 de julho de 2016 - Oliveira dos Brejinhos – 2,3 mR (escala Richter) – 07:00:00 - Lat.-12,38° - Long. -42,44°
- 9 de julho de 2016 - Paratinga – 2,5 mR (escala Richter) – 04:15:00 - Lat.-12,3° - Long. -42,98°
- 9 de julho de 2016 - Iraquara – 2,5 mR (escala Richter) – 06:00:00 - Lat.-12,37° - Long. -41,62°
- 9 de julho de 2016 - Luis Eduardo Magalhães – 1,9 mR (escala Richter) – 06:31:00 - Lat.-12,08° - Long. -46,24°
- 9 de julho de 2016 - Muquem do São Francisco – 2,1 mR (escala Richter) – 08:15:00 - Lat.-12,29° - Long. -43,61°
- 7 de agosto de 2016 - Itabuna – 2,2 mR (escala Richter) – 14:42:00 - Lat.-14,81° - Long. -39,47°
- 11 de agosto de 2016 - Jucuruçu – 2,1 mR (escala Richter) – 00:44:00 - Lat.-17,05° - Long. -40,16°
- 20 de setembro de 2016 - Buritirama– 2,7 mR (escala Richter) – 05:18:49 - Lat.-10,46° - Long. -43,84°
- 14 de outubro de 2016 - Buritirama, – 2,1 mR (escala Richter) – 02:27:36 - Lat.-10,35° - Long. -40,69°
- 6 de janeiro de 2017 - Maracás – 2,7 mR (escala Richter) – 23:00:00 - Lat.-13,15° - Long. -40,43°
- 1 de março de 2017 - Jiquiriçá – 2,4 mR (escala Richter) – 08:28:07 - Lat.-13,21° - Long. -39,58°
- 5 de março de 2017 - Morro do Chapéu – 2,2 mR (escala Richter) – 05:39:18 - - Lat.-11,52° - Long. -40,82°
- 26 de março de 2017 - Salvador – estrondo ouvido, tremor em portas e janelas percebido – Intervalo entre prováveis ondas P e S, em Itapuã, cerca de 5 segundos.
- 28 de março de 2017 - Miguel Calmon – 2,1 mR (escala Richter) – 1:31:51 - Lat.-11,48° - Long. -40,64°
- 2 de maio de 2017 - Santa Rita de Cássia – 2,1 mR (escala Richter) – 3:00:50 - Lat.-10,58° - Long. -44,37°
- 13 de maio de 2017 - Santa Rita de Cássia – 2,0 mR (escala Richter) – 5:11:21 - Lat.-10,89° - Long. -44,4°
- 16 de maio de 2017 - Margem continental – 2,0 mR (escala Richter) – 3:57:37 - Lat.-11,07° - Long. -44,05°
- 18 de maio de 2017 - Mansidão – 1,7 mR (escala Richter) – 7:48:37 - Lat.-13,86° - Long. -38,69°
- 28 de maio de 2017 - Santa Rita de Cássia – 2,0 mR (escala Richter) – 3:57:37 - Lat.-11,07° - Long. -44,05°
- 17 de junho de 2017 - Correntina – 2,5 mR (escala Richter) – 17:42:49 - Lat.-13,38° - Long. -44,55°
- 18 de junho de 2017 - Jeremoabo – 2,8 mR (escala Richter) – 09:08:41 - Lat.-9,78° - Long. -38,47°
- 28 de junho de 2017 - Santa Rita de Cássia – 1,8 mR (escala Richter) – 5:03:10 - Lat.-10,86° - Long. -44,83°
- 30 de junho de 2017 - Itagimirim – 1,8 mR (escala Richter) – 2:09:32 - Lat.-16,05° - Long. -39,54°



Fontes:

Acompanhamentos de:
- Observatório Sismológico da Universidade de Brasília - Distrito Federal, Brasil
- United States Geologic Survey - USGS
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Bibliografia:
- "A Tarde" - jornal - várias datas.
ASSUNÇÃO, Marcelo. “Sismos no Brasil – Período de 1720 a 2007.” São Paulo (São Paulo): IAG – Universidade de São Paulo, sd.
- BRANNER, John Casper. “Earthquakes in Brazil.” Nova Iorque (Estados Unidos da America do Norte): The Journal of Geology, v.18, n.4, p. 327-336, maio - junho de 1910.
- CORRÊA, Iran Carlos Stalliviere. "Terremotos do Brasil." Porto Alegre (Rio Grande do Sul): Museu de Topografia Professor Laureano Ibrahim Chaffe - Universidade Federal do Rio Grande do Sul, abril de 2010.
- LIMA, Carlos César Uchoa de. “O Neotectonismo na Costa do Sudeste e do Nordeste Brasileiro.” Revista de Ciência & Tecnologia, n.15, p.91-102, junho de 2000.
- SAMPAIO, Theodoro. “Tremores de terra na Bahia," Salvador (Bahia): Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (r), p.210-222, junho de 1918.
- SAMPAIO, Theodoro. “Tremores de terra na Bahia, em 1919” Salvador (Bahia): Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (r), p.210-222, 1920.
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sábado, 25 de abril de 2015

Terremoto em Itagibá, em 27 de março de 2015

27-03-2015 - M 2,0 Itagiba (BA)
Data: 27 de Março de 2015
Hora de origem: 18:27:20 (UTC) (LocSat)
Hora (Local Itagiba): 15:27:20
Epicentro: Próximo a Itagiba (BA)
Localização epicentral: Lat.: -14,20º, Long.: -39,66º
Magnitude: 2,0 mR


Fonte dos dados:

Terremoto em Barra do Rocha, em 27 de março de 2015

27-03-2015 - M 2,1 Barra do Rocha (BA)
Data: 27 de Março de 2015
Hora de origem: 18:27:20 (UTC) (LocSat)
Hora (Local Barra do Rocha): 15:27:20
Epicentro: Próximo a Barra do Rocha (BA)
Localização epicentral: Lat.: -14,20º, Long.: -39,66º
Magnitude: 2,1 mR



Fonte dos dados:

Terremoto em Correntina, em 23 de março de 2015

23-03-2015 - M 1,4 Correntina (BA)
Data: 23 de Março de 2015
Hora de origem: 06:08:50 (UTC) (LocSat)
Hora (Local Correntina): 03:08:50
Epicentro: Próximo a Correntina (BA)
Localização epicentral: Lat.: -13,16º, Long.: -44,83º
Magnitude: 1,4 mR


Fonte dos dados:

Terremoto em Formosa do Rio Preto, em 13 de março de 2015

13-03-2015 - M 1,8 Formosa do Rio Preto (BA)

Data: 13 de Março de 2015
Hora de origem: 04:09:21(UTC) (LocSat)
Hora (Local Formosa do Rio Preto): 01:09:21
Epicentro: Próximo Formosa do Rio Preto (BA)
Localização epicentral: Lat.: -11,01º, Long.: -45,82º
 Magnitude: 1,8 mR



Fonte dos dados:

Terremoto em Itagibá, em 17 de março de 2015

17-03-2015 - M 0,3 Itagiba (BA)
Data: 17 de Março de 2015
Hora de origem: 19:07:02 (UTC) (LocSat)
Hora (Local Itagiba): 16:07:02
Epicentro: Próximo a Itagiba (BA)
Localização epicentral: Lat.: -14,28º, Long.: -39,89º
Magnitude: 0,3 mR


Fonte dos dados:

Terremotos na Bahia, até abril de 2015.

Foram anotados terremotos na Bahia, até a atualidade (abril de 2015), os terremos listados abaixo.
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- 1666 – Tsunami – Baía de Todos os Santos
- 04 de janeiro de 1724 - Salvador - estimado 2,8 graus Richter
- 1876 – Salvador
- dezembro de 1899 - Amargosa - estimado 3,5 graus Richter
- 18 de julho 1905 - Senhor do Bonfim - estimado 4,8 graus Richter
- 1905 - Xiquexique - estimado 4,7 graus Richter
- 15 de março de 1911 - Itaparica - estimado 3,3 graus Richter
- 22 de março de 1911 - Itaparica - estimado 4,4 graus Richter
- 1911 - Baía de Todos os Santos liberando gases na água. parecia efervecente
- 19 de abril de 1912 - Jequirica - estimado 3,7 graus Richter
- 06 de novembro de 1915 - Ilha das Fontes / São Francisco do Conde - estimado 4,0 graus Richter
- 07 de novembro de 1917 - Rio Fundo / Terra Nova - estimado 4,3 graus Richter
- 22 de dezembro de 1917 – Santo Amaro
- 12 de janeiro de 1918, às 8 horas – Santo Amaro
- 12 de janeiro de 1918 - Rio Fundo / Terra Nova - estimado 3,7 graus Richter
- 04 de março de 1918 – Santo Amaro
- 22 de março de 1918, à 0 hora – Santo Amaro
- 22 de março de 1918, às 12 horas – Santo Amaro
- 27 de março de 1918 – Santo Amaro
- 29 de março de 1918 – Santo Amaro
- 14 de abril de 1918, às 4 horas – Santo Amaro
- 14 de abril de 1918, às 5 horas – Santo Amaro
- 19 de abril de 1918 – Santo Amaro
- 07 de novembro de 1918 - Epicentro provável: Pojuca - - Sentido em Salvador, Feira de Santana, Cachoeira, Amargosa, Curralinho, Nazaré, Valença, Alagoinhas, Serra Grande
- 09 de novembro de 1919 - Acupe - estimado 3,8 graus Richter
- 09 de novembro de 1919 – Nazaré
- 10 de novembro de 1919 – Salvador
- 10 de novembro de 1919 – Santo Amaro - estimado 3,6 graus Richter
- 13 de novembro de 1919 – Santo Amaro
- 16 de novembro de 1919 - Santa Bárbara das Lajes - estimado 3,5 graus Richter
- 19 de novembro de 1919 – Salvador
- 23 de novembro de 1919 - Recôncavo - estimado 4,2 graus Richter
- 26 de janeiro de 1972 - Centro-Sul baiano - 3,3 graus Richter
- 18 de maio de 1976 - Ibicaraí - 3,7 graus Richter
- 19 de maio de 1976 - Ibicaraí - 3,8 graus Richter
- 11 de agosto de 1976 - Ibicarai - 3,5 graus Richter
- outubro de 1976 - Ibicarai - 3,4 graus Richter
- 10 de novembro de 1981 - Cândido Sales - 2,9 graus Richter
- 29 de março de 1980 - Paulo Afonso - 3,6 graus Richter
- 23 de julho de 1982 - Sudoeste baiano - 2,9 graus Richter
- 10 de outubro de 1982 - Barreiras - 2,8 graus Richter
- 01 de junho de 1983 - Cocos - 3,2 graus Richter
- 28 de junho de 1983 - Santo Antônio de Jesus - 2,2 graus Richter
- 03 de agosto de 1987 - Jiquiricá - 2,3 graus Richter
- 09 de maio de 1989 - Teodoro Sampaio - 2,2 graus Richter
- 08 de março de 1990 - Encruzilhada - 3,1 graus Richter
- 09 de março de 1990 - Encruzilhada - 2,9 graus Richter
- 30 de abril de 1990 - Itaberaba - 2,9 graus Richter
- 14 de março de 1991 - Euclides da Cunha - 2,2 graus Richter
- 19 de abril de 1991 - Encruzilhada - 3,0 graus Richter
- 05 de maio de 1991 - Buerarema - 2,8 graus Richter
- 11 de setembro de 1991 - Itaparica - 2,3 graus Richter
- 17 de setembro de 1991 - Mundo Novo - 2,4 graus Richter
- 22 de novembro de 1991 - Ilha de Itaparica - 2,2 graus Richter
- 07 de janeiro de 1992 - Teodoro Sampaio - 2,0 graus Richter
- 09 de junho de 1992 - Jaguaquara - 3,0 graus Richter
- 05 de agosto de 1992 - Mundo Novo - 2,1 graus Richter
- 06 de agosto de 1992 - Mundo Novo - 2,3 graus Richter
- 13 de agosto de 1992 - Mundo Novo - 2,2 graus Richter
- 16 de agosto de 1992 - Mundo Novo - 2,1 graus Richter
- 20 de agosto de 1992 - Mundo Novo - 2,4 graus Richter
- 20 de agosto de 1992 - Senhor do Bonfim - 2,5 graus Richter
- 02 de setembro de 1992 - Mundo Novo - 2,0 graus Richter
- 19 de setembro de 1992 - Mundo Novo - 2,4 graus Richter
- 20 de setembro de 1992 - Mundo Novo - 2,2 graus Richter
- 30 de setembro de 1992 - Mundo Novo - 2,1 graus Richter
- 15 de outubro de 1992 - Mundo Novo - 2,6 graus Richter
- 23 de setembro de 1994 - Jaguaquara - 2,7 graus Richter
- 12 de abril de 1995 - Itaberaba - 2,2 graus Richter
- 13 de junho de 1996 - Itapetinga - 2,1 graus Richter
- 03 de setembro de 1996 - Fátima - 2,1 graus Richter
- 29 de julho de 1998 - Jaguarari - 3,1 graus Richter - induzido por mineração
- 07 de outubro de 1998 - Jaguarari - 2,7 graus Richter - induzido por mineração
- 28 de março de 1999 - Jaguarari - 2,8 graus Richter - induzido por mineração
- 28 de outubro de 1999 - Jaguarari - 2,2 graus Richter - induzido por mineração
- 13 de julho de 2000 - Jaguarari - 2,8 graus Richter - induzido por mineração
- 06 de abril de 2000 - Jaguarari - 3,0 graus Richter - induzido por mineração
- 08 de dezembro de 2001 - Jaguarari - 3,1 graus Richter - induzido por mineração
- 20 de setembro de 2002 - Santo Amaro - 3,0 graus Richter
- 28 de setembro de 2002 - Santo Amaro - 3,7 graus Richter
- 01 de outubro de 2002 - Santo Amaro - 2,8 graus Richter
- 10 de outubro de 2002 - Amargosa - 3,6 graus Richter
- 17 de outubro de 2002 - Santo Amaro - 2,9 graus Richter
- 31 de julho de 2003 - Correntina - 2,9 graus Richter
- 31 de julho de 2003 - Correntina - 3,0 graus Richter
- 31 de julho de 2008 - Correntina - 2,9 graus Richter
- 31 de janeiro de 2009 - Correntina - 2,6 graus Richter
- 25 de outubro de 2007 - João Dourado
- 26 de outubro de 2007 - João Dourado
- 31 de janeiro de 2009 - Correntina – Coribe – Jaborandi - Magnitude Média: 2,6 mR - Localização: Lat.: -13.726º - Long.: -44.739º (erro: +/- 30 km) - Prof.: 11 km (LocSat Program)
- 01 de março de 2010 - Apuarema
- 16 de março de 2010 - Mutuípe - Jiquiriçá - 2,0 Richter, às 13:30
- abril de 2010 - Guaratinga - 2,0 escala Richter
- 27 de maio - Mutuípe
- 30 de maio - Mutuípe - 23 horas
- 01 de junho de 2010 - Epicentro: Mutuípe - Magnitude: 3,2 mD - Localização: Lat. -13,20°, Lat. -39,50° (Erro: ± 0,09°).
- 13 de junho de 2010 - Serrolândia
– 14 de junho de 2010 - Epicentro: Umburanas - sentido e anotado em Quixabeira
- 21 de abril de 2012 - Lapão, a 12 km de em Irecê
- 13 de agosto de 2014 – Correntina, Hora local: 17:34:57, Localização epicentral: Lat.: -13.49º, Long.: -44.61º , Magnitude: 3.1
- 9 de setembro de 2014 - Jaborandi - M 2.9, Hora local: 13:02:19 , Localização epicentral: Lat.: -14.05º, Long.: -49.45º , Magnitude: 2.9
- 12 de janeiro de 2015 - Guanambi - M 2,1 - Hora local: 16:11:25, Localização epicentral: Lat.: -14,13º, Long.: -42,79º - Magnitude: 2,1 mR
- 13 de março de 2015 - Formosa do Rio Preto , M 1,8 , Hora local: 01:09:21 , Localização epicentral: Lat.: -11,01º, Long.: -45,82º - Magnitude: 1,8 mR - b17 de março de 2015 - Itagiba - M 0,3, Hora local: 16:07:02 , Localização epicentral: Lat.: -14,28º, Long.: -39,89º , Magnitude: 0,3 mR
- 23 de março de 2015 - Correntina - M 1,4 - Hora local: 03:08:50, Localização epicentral: Lat.: -13,16º, Long.: -44,83º - Magnitude: 1,4 mR
- 27 de março de 2015 – Itagibá - M 2,0 - Hora local: 15:27:20, Localização epicentral: Lat.: -14,20º, Long.: -39,66º - Magnitude: 2,0 mR
- 27 de março de 2015 - Barra do Rocha - M 2,1 - Hora local:15:27:20, Localização epicentral: Lat.: -14,20º, Long.: -39,66º - Magnitude: 2,1 mR

Fontes:

Acompanhamentos de:
- Observatório Sismológico da Universidade de Brasília - Distrito Federal, Brasil
- United States Geologic Survey - USGS

Bibliografia:
- "A Tarde" - jornal - várias datas.
ASSUNÇÃO, Marcelo. “Sismos no Brasil – Período de 1720 a 2007.” São Paulo (São Paulo): IAG – Universidade de São Paulo, sd.
- CORRÊA, Iran Carlos Stalliviere. "Terremotos do Brasil." Porto Alegre (Rio Grande do Sul): Museu de Topografia Professor Laureano Ibrahim Chaffe - Universidade Federal do Rio Grande do Sul, abril de 2010.
LIMA, Carlos César Uchoa de. “O Neotectonismo na Costa do Sudeste e do Nordeste Brasileiro.” Revista de Ciência & Tecnologia, n.15, p.91-102, junho de 2000.
- SAMPAIO, Theodoro. Salvador (Bahia): Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (r), p.210-222, junho de 1918.
- SAMPAIO, Theodoro. “Tremores de terra na Bahia, em 1919” Salvador (Bahia): Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (r), p.210-222, 1920.
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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

O pôr-do-Sol em Salvador, Bahia.




Há uma noção difusa entre os leigos de que as posições de por e de nascer-do-Sol variam no horizonte, ao longo do ano. Alguns sentem a diferença. Entretanto, é difícil para os que não anotam com mais objetividade materializar esta modificação, de ponta a ponta, em sua verdadeira dimensão. .
Isto, assim como as estações, é uma consequência de o nosso planeta Terra possuir uma inclinação do seu eixo de rotação de 23º27’ em relação ao seu plano de órbita em torno da nossa estrela Sol.
Fica mais fácil a observação das diferenças se tomarmos alguns pontos fixos como referência. Por exemplo, na imagem acima, o Sol aparece se pondo em dois momentos na Baía de Todos os Santos, atrás da Ilha de Itaparica, com vista a partir da lateral do antigo Forte de Santo Antônio da Barra, em Salvador.
Os Solstícios representam pelos dois pontos extremos de deriva do Sol no horizonte. É isto que vemos nesta imagem compósita. Chega o Sol, no máximo, até eles, iniciando então a trajetória de retorno. Permanece neste quicar anual, de um extremo a outro.
O por-do-Sol visto à esquerda foi fotografado no dia 21 de dezembro, marcando o Solstício de Verão, que ocorre neste dia ou 22 de dezembro, quando nasce às 05:06  e se põe às 17:59. A partir deste ponto, o por-do-Sol retornará, rumo Norte, o que significa para a direita nesta imagem.
Já o por-do-Sol da direita foi fotografado no dia 21 de junho, marcando o Solstício de Inverno, que ocorre neste dia ou 22 de junho, quando se nasce às 05:55  e se põe às 17:17. É o ponto máximo da caminhada do por-do-Sol rumo Norte, no horizonte. A partir daí, retornará rumo Sul, o que, na imagem, significa rumar para a esquerda.
Visão similar aparecerá se contemplarmos o nascer-do-Sol, que aparecerá bem separado para os solstícios de verão e de inverno.
No centro do caminho estão os Equinócios, momento em que, em sua órbita aparente, visto da Terra, a estrela Sol cruza o Equador. O por-do-Sol estará a meio caminho entre os Solstícios.
Ocorrem estes Equinócios a 20 ou 21 de março, quando nasce às 05:38  e se põe às 17:44, marcando o início do Outono, e 21 ou 22 de setembro. quando nasce às 05:24 e se põe às 17:30, anotando-se aí o começo da Primavera.
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Fonte: SILVA FILHO, Rubens Antonio. "História Geológica da Bahia". Segunda edição. 2013.
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sábado, 14 de julho de 2012

Nanaichthys longipinnus, um peixe fóssil baiano.


Um fóssil de peixe encontrado nos sedimentos da Bacia do Recôncavo que originalmente estava descrito como “Dastilbe minor”, passa a ser enquadrado como um novo gênero, dos Chanidae. É o Nanaichthys longipinnus.
Com esta descoberta realça-se uma relação entre a fauna de águas então regidas pelo mar Tethys e a nossa Bacia do Recôncavo.
DO artigo:

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“A New Chanidae (Ostariophysii: Gonorynchiformes) from the Cretaceous of Brazil with Affinities to Laurasian Gonorynchiforms from Spain.”

Cesar R. L. Amaral, Paulo M. Brito*
* - Instituto de Biologia Roberto Alcântara Gomes, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, São Francisco Xavier, Maracanã, Brazil

Abstract:
Based on specimens originally referred to as “Dastilbe minor”, a nomem-nudum, we describe a new genus of Chanidae †Nanaichthys longipinnus nov. gen. and sp. which exhibits several diagnostic characters such as the absence of orbitosphenoid and basisphenoid, anteriorly displaced quadrate-mandibular articulation, laterally expanded supraneurals, an acute angle between the preopercular limbs, expansion at the angle between the preopercular limbs, and a curved maxillary articular process. Its occurrence and supposed relationship within the Chanidae reinforce the influence of the Mediterranean Tethys over the Gondwanan main rift system prior to the Aptian/Albian highstands.”
Conclusion:

"Nanaichthys longipinnus nov. gen. and sp. exhibits several characters that support its inclusion within the Gonorynchiformes as well as its placement in Chanidae. These include the absence of an orbitosphenoid and basisphenoid, an antero-ventral expansion in the hyomandibula, a quadrate-mandibular articulation anterior to the orbit, an elongated symplectic, a concave-convex premaxilla, laterally expanded anterior supraneurals not in contact with each other, and the expanded opercle at about one-third of the head length.
Our results support the affinities between †Nanaichthys longipinnus and the Laurasian rubiesichthyns from Spain, mainly based on the small and curved articular process of the maxilla, the acute angle formed by the preopercular limbs, and posterior expansion at the angle between the preopercular limbs.
†Nanaichthys longipinnus differs from other †Rubiesichthyinae (cf. †Rubiesichthys gregallis and †Gordichthys conquensis) by presenting a combination of characters such as a gently (not strongly) curved maxillary process and the possession of eleven anal fin rays; from †Gordichthys in the body depth, vertebral count (39 for †Nanaichthys against 37 for †Gordichthys), and edentulous parasphenoid and vomer; and from †Rubiesichthys in body proportions, position of the dorsal, pelvic, and anal fins; and shape of the head, triangular in †Nanaichthys and elongated in †Rubiesichthys. The proximity of †Nanaichthys longipinnus with the †Rubiesichthyinae from Spain reinforces the influence not only from the Caribbean Tethys but also from the Mediterranean Tethys and Laurasia prior to the Aptian/Albian marine transgressions over the continental terrains of Western Gondwana. This was probably influenced by the tectonically interconnected drainages that developed over the main rift axis prior to the well documented Aptian/Albian highstands."
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. Citation: Amaral CRL, Brito PM (2012) A New Chanidae (Ostariophysii: Gonorynchiformes) from the Cretaceous of Brazil with Affinities to Laurasian Gonorynchiforms from Spain. PLoS ONE 7(5): e37247. doi:10.1371/journal.pone.0037247 Editor: Andrew A. Farke, Raymond M. Alf Museum of Paleontology, United States of America
Received: December 9, 2011; Accepted: April 16, 2012; Published: May 21, 2012 Copyright: © 2012 Amaral, Brito. This is an open-access article distributed under the terms of the Creative Commons Attribution License, which permits unrestricted use, distribution, and reproduction in any medium, provided the original author and source are credited.
Funding: This study was supported by the Brazilian National Counsel of Technological and Scientific Development and Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro. The funders had no role in study design, data collection and analysis, decision to publish, or preparation of the manuscript.
Competing interests: The authors have declared that no competing interests exist. * E-mail: pbritopaleo@yahoo.com.br
Fonte:
http://www.plosone.org/article/info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0037247
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Divulgação em mídia:
"Fóssil de peixe "europeu" é encontrado no interior da Bahia"
Peixe viveu há 120 milhões de anos, quando continentes se separavam.
Espécie recebeu nome em homenagem ao candomblé.
Por Tadeu Meniconi
Do Gl, em São Paulo
Pesquisadores brasileiros encontraram no interior da Bahia fósseis de um tipo de peixe pré-histórico nativo da Europa, que nunca tinha sido encontrado na América do Sul. A espécie inédita foi descrita em um estudo publicado em maio pela revista científica “PLoS One”. Esse animal já extinto viveu há cerca de 120 milhões de anos, quando os dinossauros dominavam a Terra e a geografia do planeta era completamente diferente. A Pangeia, continente único que existiu até 200 milhões de anos atrás, já tinha se dividido em norte e sul, e a América e a África estavam em processo de separação.
Nesse tempo, onde hoje fica o sertão da Bahia, havia um lago salgado, uma faixa de mar que entrava para o continente. Foi no município de Tucano, a 270 km de Salvador, que o fóssil desse peixe foi encontrado.
O fóssil já havia sido coletado na década de 1960 e mencionado em trabalhos mais antigo, mas ninguém tinha descrito a nova espécie em uma revista científica ainda – a publicação de um trabalho como esse é necessária para que a existência de uma espécie seja aceita.
“Quando eu o vi, reconheci características dos grupos da Europa”, contou Amaral. A principal diferença identificada em relação aos peixes mais típicos da América do Sul foi no formato de um osso chamado “pré-opérculo”, que fica na cabeça do animal. “É a primeira evidência clara de intercâmbio entre a Espanha e essa região do Brasil”, apontou.
O paleontólogo explicou que quando os continentes se dividiram, surgiu entre eles um mar conhecido como Mar de Tétis – um antecessor do Oceano Atlântico, de certa forma. Por esse mar, várias espécies de animais se espalharam pela Terra.
Isso que possibilitou que a espécie abundante na Europa chegasse também ao que hoje é a Bahia. Há outros registros que dão indícios desse processo, na Argentina, por exemplo. No Nordeste brasileiro, no entanto, a descoberta é inédita.

Candomblé
A espécie recebeu o nome científico de Nanaichthys longipinnus. É uma homenagem à orixá Nàná Burukù e ao candomblé, como uma referência à religiosidade baiana – “ichthys” significa peixe em grego. A segunda parte do nome, “longipinnus”, é uma referência a uma característica anatômica do animal, que possui a cauda mais longa que seus parentes.
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Fonte:
http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/07/fossil-de-peixe-europeu-e-encontrado-no-interior-da-bahia.html
Publicado: 14/07/2012 07h00
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sábado, 7 de julho de 2012

CPRM e a Mineração na Bahia

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04/07/2012
Em entrevista exclusiva para o Informe CPRM, o novo superintendente de Salvador, geólogo Teobaldo Rodrigues, fala sobre o cenário do setor mineral na Bahia, que segundo ele, nunca recebeu tanto investimento da iniciativa privada como agora.
 “Nos últimos dez anos grandes empresas de mineração se instalaram na Bahia, e novas pesquisas estão sendo feitas”.
O geólogo anuncia que a CPRM irá realizar o mapeamento geológico de 12 mil Km² no Estado.
“Serão quatro novas folhas na escala 1:100.000”, informa. Rodrigues avisa que em breve serão anunciados os resultados de projetos em fase conclusão que mudarão os entendimentos geológicos nas regiões onde foram desenvolvidos, abrindo assim, “perspectivas de investimentos nessas áreas”, que de acordo com ele, estão tendo a sua “litologia e ambiência geológica interpretadas.”
O superintendente acrescenta também a importância de aperfeiçoar os instrumentos de gestão e diz que sua meta é construir uma sede definitiva para atender as necessidades atuais da Superintendência.
Confira a entrevista.
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Informe CPRM - Como o senhor avalia o cenário do setor mineral na Bahia?
Teobaldo - Nunca se investiu tanto em pesquisa como agora. Nos últimos dez anos foram descobertos novos depósitos de bens minerais no estado, como por exemplo, de bauxita, tório, níquel, novas anomalias de cobre, diamante e vanádio, além da reativação da mina de ouro em Jacobina e expansão de outros projetos, como implantação e ampliação da mina de níquel da empresa Mirabela. Grandes empresas de mineração se instalaram no Bahia, e novas pesquisas estão sendo feitas pela iniciativa privada em busca de bauxita, níquel, ferro, terras raras, diamante, manganês e minério de ferro.

Informe CPRM -Qual é a importância da CPRM no processo de conhecimento geológico do subsolo baiano?
Teobaldo - A empresa ajudou a alavancar esse crescimento do setor e terá papel relevante nos próximos anos com os novos projetos que começaremos a executar ainda este ano. Serão quatro novas folhas (Andorinhas, Peões, Monte Santo e Uauá) de mapeamento geológico, na escala 1:100.000, o que totalizará 12 mil Km² de área pesquisada onde há interesse para a mineração. Esses projetos têm a perspectiva de mudar a geologia das regiões mapeadas e contribuir para ampliação das reservas e elevar a Bahia à terceira colocação no ranking dos maiores Estados produtores de bens minerais.

Informe CPRM -Quais serão as metas de sua gestão?
Teobaldo - Vim para ajudar no processo de reestruturação da empresa. Fui muito bem recebido pelos funcionários, que estão motivados. Minha meta é integrar as áreas administrativa e técnica e criar novos instrumentos de gestão para aperfeiçoar o trabalho e gerenciar melhor nossos recursos financeiros, materiais e humanos. Conto com o apoio da diretoria para construir uma sede definitiva para a Superintendência. As instalações atuais foram construídas para serem provisórias e já se passou bastante tempo. Pela importância dos projetos que executamos e a necessidade de melhorar a qualidade de vida de nossos profissionais vamos apresentar uma proposta para o novo prédio que terá laboratórios, biblioteca e museu.
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Fonte:
http://www.cprm.gov.br
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quinta-feira, 31 de maio de 2012

Augusto Pedreira... "Medalha Theodoro Sampaio"

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Augusto José de Cerqueira Lima Pedreira da Silva
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Uma longa vida de dedicação ao Conhecimento Geológico, como poucas existiram ao longo de toda a existência desta Ciência no Brasil.
O recebimento da medalha Theodoro Sampaio por Augusto Pedreira, neste 30 de maio de 2012, concedida pela Sociedade Brasileira de Geologia, é mais que um reconhecimento justo, é um dever de consciência e pleito de sincero agradecimento de toda uma Comunidade. 
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Novo Superintendente na Superintendência da CPRM em Salvador, Bahia


Superintendente Teobaldo e diretor-presidente Manoel Barretto
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Tomou posse, na tarde de hoje (28/5/2012), o superintendente regional de Salvador, geólogo Teobaldo Rodrigues de Oliveira Junior. O diretor-presidente, Manoel Barretto e os diretores Thales Sampaio, Roberto Ventura, Eduardo Santa Helena e Antônio Bacelar, o superintendente interino, José Carlos e autoridades do estado participaram da solenidade.
Entre os convidados estava a professora Gloria da Silva, orientadora de doutorado do superintendente Teobaldo, homenageada em seu discurso.
José Carlos abriu a solenidade agradecendo a confiança que recebeu da diretoria: ”Foi uma honra ter assumido como superintendente interino da empresa”.
Teobaldo saudou os presentes e falou sobre a importância do trabalho da CPRM e dos recursos minerais encontrados na região: “Vim para somar, assumir desafios e construir com vocês novos projetos”, disse. “Nossa expectativa é mostrar o trabalho da CPRM para fora da empresa e integrar cada vez mais as superintendências regionais”, acrescentou o superintendente.
Barretto destacou a contribuição de José Carlos: “Ele se mostrou companheiro e parceiro da CPRM. Esse gesto reflete o espírito e entusiasmo do funcionário da CPRM.”
Emocionado, Barretto elogiou o trabalho de Teobaldo no Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM): “Fizemos um chamamento ao companheiro Teobaldo, que tem história no DNPM, lá acumulou uma experiência muito forte em gestão. Os índices que o Departamento mostra hoje refletem o trabalho dele.”
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Teobaldo Junior
Doutor em Geologia pela Universidade Federal da Bahia e graduado em Ciências Contábeis pela Universidade Católica do Salvador.
Funcionário de carreira e superintendente do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) no período 2003-2011.
Professor de Mestrado e Graduação nas áreas de Ciências Contábeis, Administração e Engenharia.
Possui experiência na área de Geologia, Tecnologia de computadores/Programação atuando nos seguintes temas: ciência, geologia, economia, tecnologia de informação, metodologia científica e filosofia.

domingo, 27 de maio de 2012

Silicose... Mapa da exposição.


No "O mapa da exposição à sílica no Brasil", trabalho sob a coordenação geral de Fátima Sueli Neto Ribeiro, publicado pela UERJ e pelo Ministério da Saúde, em 2010 emerge um quadro do atual problema da exposição de trabalhadores à sílica.
Este fato resulta na persistência da silicose, uma doença que afeta especialmente os pulmões, daí expandindo problemas para todo o organismo. O problema nasce da inalação de partículas pelo trabalhador. Isto se dá especialmente
1 - Por recusas empresariais em adquirir e exigir o uso de EPIs - Equipamentos de proteção individual.
2 - Pelas constantes recusas de trabalhados a usar os EPIs.
No caso, uma simples e barata máscara resolveria em muito o problema.
Daí chegarmos e mantermos a situação atual.
Tabela relacionando o número de expostos segundo setor ou seguimento.


Gráfico mostrando a prevalência de trabalhadores expostos. Em vez de seguirmos a antiga tendência à queda, elevou-se o nível de expostos.



Uma imagem de um pulmão afetado :

Imagem trazida de:
http://patologiana221.blogspot.com.br/2009/10/silicose-pulmonar.html

Como consequência, o trabalhador passa a apresentar dificuldade respiratória com baixa oxigenação do sangue, o que provoca tontura, fraqueza e náuseas.

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terça-feira, 15 de maio de 2012

Descoberta de Escândio, na Bahia


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"ITAOESTE ANUNCIA DESCOBERTA DE MINERAL RARO NA BAHIA"
Conhecido na década de 1990 como "rei da soja", o empresário Olacyr de Moraes vai comunicar amanhã ao Ministério de Minas e Energia a descoberta de uma importante jazida de escândio no município de Luís Eduardo Magalhães, no oeste baiano.
Ao Valor, o empresário afirmou tratar-se de um dos minerais mais raros do planeta, utilizado na estrutura de foguetes e trens de pouso de aviões, entre outras aplicações. “É um material estratégico e caríssimo, devido à sua resistência e leveza”, contou Olacyr.
De acordo com ele, que desde 2002 controla a empresa de pesquisa mineral Itaoeste, nos próximos dez dias será possível determinar o tamanho exato da jazida. “Ainda não sabemos ao certo, mas posso adiantar que é muito grande”, informou.
O diretor de Negócios Internacionais da Itaoeste, André Guzman, informou que a descoberta colocará o Brasil no rol dos países detentores de minerais raros. Segundo Olacyr, os maiores produtores de escândio do planeta são Rússia, Estados Unidos e China, ainda assim em volumes pequenos.
Fonte: Valor Online
Data: 03/05/2012
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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Variedades de Quartzo encontradas na Bahia

O Silício é um elemento caracterizado como semi-metálico, pertencente ao grupo do Carbono. Muito raramente aparece nativo na natureza, não combinado com outro(s) elemento(s), ocorrendo assim quase que somente em algumas exalações vulcânicas muito localizadas.
Imagem de Silício nativo:
Fonte desta imagem:http://www.galleries.com/Silicon

Sua tendência é formar combinações derivadas da sua ligação constante com o Oxigênio, basicamente configurada na fórmula química SiO2, isto é, óxido de silício.
Esta é a fórmula do mineral denominado Quartzo. Sua cristalização se dá em torno de 300oC, podendo aparecer desde em elevada pureza até nas mais ricas variedades. E praticamente todas as variedades de quartzo são encontradas na Bahia.
As principais aparecem no mapa abaixo:
Mapa produzido por Monica Correa, em sua dissertação de Mestrado, em 2010
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A organização das moléculas do Quartzo se dá segundo o sistema trigonal, gerando um prisma hexaédrico com terminações piramidais. Abaixo, a imagem de um modelo da organização das suas moléculas, que conduz à sua forma mais comum.
Imagem extraída da dissertação de Monica Correa (2010), retirado de Akahavan (2005)
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O SiO2 pode se cristalizar de duas maneiras. Uma macrocristalina, que é aquela na qual vemos os cristais claramente, incluindo–se aí tipos como cristal de rocha, ametista, citrino, fumê, dentr outros. A outra maneira é a micro cristalina, que é aquela em que os cristais são invisíveis ao olho nu. Nesta incluem–se as variedades como ágatas, ônix, jaspe, calcedônia, dentre outras.
O principal fator que determina se será uma cristalização macro ou micro é a Temperatura. Se temos temperaturas acima de 150°C, estamos no domínio da macrocristalização. Abaixo, predominam as microcristalizações. Outros fatores favoráveis à macrocristalização são baixas concentrações de silício em soluções aquosas e a presença de eletrólitos nestas mesmas soluções.
Outros fatores favoráveis à microcristalização são altas concentrações de solício em soluções aquosas, ausência de eletrólitos e água.
O quartzo, mineral formado pelos dois elementos mais abundantes na Crosta Terrestre, tornou-se o mineral mais abundante. Aqueles que o colocam em segundo lugar, após o "mineral feldspato" cometem um erro crasso. Afinal, feldspato não é um mineral, mas um grupo ou família de minerais que inclui 10 minerais muito frequentes e alguns outros menos presentes.
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Formas Macrocristalinas
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- Cristal de Rocha - O SiO2 macrocristalino pode se tornar, caso incolor, transparente, livre de impurezas, o Quartzo puro, também reconhecido como Quartzo hialino ou Cristal de Rocha. O maior cristal localizável atualmente na Bahia encontra-se no Museu Geológico da Bahia, medindo 1,2 metro de comprimento.

Cristal de Rocha - Museu Geológico da Bahia - 1,2metro de comprimento
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Drusa de Cristal de Rocha - Garimpo Bojo do Ioiô - Brotas de Macaúbas

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A composição, basicamente formada pelos íons Silício e Oxigênio, exibe, entretanto, a presença constante de Al+++, Fe+++, OHe H2O. como Impurezas, que ocasionalmente substituem o Silício, conduzindo a desequilíbrio químico. Em função disto, íon Li+, Na+, Ke Hadentram como “compensadores”. Este complexo conduz às muitas variedades de cores do Quartzo.

Quartzo leitoso - Sua cor branco ou esbranquiçada e opacidade são conferidas por inclusões fluidas microscópicas.

- Ametista - É a variedade de quartzo caracterizada pela cor roxo. Já houve tempo em que se pensou que sua cor se devesse à presença de impureza de Manganês. Atualmente, a maior parte dos autores entende que esta cor se deve à presença de Fe+++, isto é, Ferro com valência +3, que adentra a fórmula substituindo o Si++++.
A cor está associada à transferênca de carga entre Fe+++ e O--, formando–se  Fe++++ , que é o causador da cor. Segundo Berthelot (1906, in Monica Correa, 2010), a troca é que dá origem à cor. Entretanto há outros contribuintes para a cor, como a água intramolecular. Se a cor violeta a roxa se deve à presença deste elemento, sua intensidade não se deve a ele.

Ametista - Campo Formoso

- Quartzo Citrino, verdadeiro Citrino ou Citrino natural - É uma variedade de cor amarelada, para alguns autores devida à presença Fe+++, isto é, Ferro com valência +3, que adentra a fórmula substituindo o Si++++ e/ou de partículas associadas de Fe2O3 em tamanho de cerca de 100nm. Monica Correa aponta como causa da cor a presença de Al+++ na estrutura, substituindo Si++++, provocando um desequilíbrio iônico que é compensado por H+ e Li+.

Fonte desta imagem: http://crystalmoonfeather.multiply.com/journal/item/37
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- O Quartzo falso Citrino, Falso Citrino ou Ametista queimada - É uma variedade devida à presença Fe+++, isto é, Ferro com valência +3, que adentra a fórmula substituindo o Si++++ e/ou de partículas associadas de Fe2O3 em tamanho de cerca de 100nm, nos cristais, os quais, submetidos a temperatura próxima a 500oC, tem sua cor original, ou seja, roxo, alterada para laranja amarelado a avermelhado.
Se a temperatura é entre 450 e 500oC, a cor tenderá ao amarelo claro. Se a temperatura permanecer entre 550 e 600oC a cor será um amarelo escuro a amarronzado. Monica Correa, em sua dissertação, aponta que a transformação que provoca a mudança de cor é que, com o aquecimento, o Fe+++ presente como impureza passa a Fe++.

A transformação pode ser revertida e a peça se tornar de novo uma Ametista, isto é, chegando à cor roxo, se a peça for bombardeada com raios-X ou partículas alpha, trabalhando-se com ionização.

Quartzos falsos citrinos em duas variedades de cor, em função da concentração de Fe+++ e/ou da temperatura de queima


Quartzo bicolor produzido pelo aquecimento de uma ametista em apenas um dos seus lados.


- Ametrino ou Bolivianita - É uma variedade de Quartzo bicolor, contendo porções de Ametista e de Ametista queimada naturalmente. Está provavelmente relacionado à chegada de calor posterior à formação das ametistas, provocando um reaquecimento ou requeima que não conseguiu cumprir a modificação em todo o exemplar. Ocorre nas regiões de Brejinho das Ametistas e Jacobina.


Fontes desta imagem: http://www.sanarconcristales.com.ar/fotos2.html http://www.joyeriaetnica.com/item/jga/ametrino-(bolivianita) http://terapiadosolfontedecura.blogspot.com.br/2011/02/beneficios-do-reiki-e-da.html

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- Prasiolita - É uma variedade também produzida artificialmente a partir da queima da Ametista entre 400 e 500oC. A diferença , em relação ao "falso citrino", é que passa a ter cor verde-maçã. Isto se deve e só é possível se a ametista original for rica em Fe+++ e Al+++ e muito pobre em H2O Alguns autores preferem indicar, em vez da queima, uma irradiação abundante com radiação gama, com posterior exposição aos raios ultravioletas do sol, por cerca de três dias, ou de lâmpadas ultravioletas, produzindo um material com verde mais firme e homogêneo.
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- Quartzo Rosa ou Róseo translúcido - tem sua cor devida à presença de Ti+++, que pode se oxidar, por radiação ionizante, passando a Ti++++, que substitui ions Fe++ nos interstícios. A presença deste tipo de inclusão responde pela sua cor e pelo seu "aspecto enevoado". É expressa, geralmente, através do mineral Rutilo. Alguns autores acreditam que o mineral Dumortierita presente contribui para que esta cor rosa seja apresentada.
O Quartzo rosa mantém sua cor sem desbotamento até temperaturas próximas a 575°C
Entretanto, há autores que, apesar de perceberem o papel do titânio, não descartam haver influência do Manganês. Alguns autores apontam que a presença de P+++++ é o elemento decisivo para a afirmação da cor rosa neste mineral. .

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- Quartzo Rosa ou Róseo transparente ou com transparência desenvolvida - tem sua cor provavelmente relacionada à presença de átomos de fósforo, na proporção de cerca de 120 para cada milhão de átomos de silício, em ausência de titânio.

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Quartzo hematóide - É uma variedade avermelhada a amarronzada, que deve esta cor à presença de FeO(OH), que se compõe de Fe2O3 (90%) e H2O (10%).
Quartzo hematóide - Ibitiara
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- Quartzo Verde ou Prásio - Para alguns autores tem sua cor originada da presença de íons ions Fe++ em sítios octaédricos intersticiais do quartzo. Este é responsável por "duas bandas de absorção, centradas em 741nm e 950nm, as quais, juntamente com a absorção em pequenos comprimentos de onda do quartzo contendo ferro, definem uma janela de transmissão na região verde do espectro". Para outros autores, o teor de Ferro é baixíssimo, devendo-se a cor ao alto teor de água ou hidroxila na estrutura do mineral.
Este mineral desbota se for levado a temperaturas entre 150 e 200oC.

Quartzito verde - Jacobina

O quartzito verde baiano não é um quartzo verde propriamente dito. Trata-se não de um mineral, mas de uma rocha. Nela, cristais de quartzo hialino e um mineral verde, a fucsita, encontram-se misturados. Surge, assim, a cor verde pra toda a peça.
Atualmente, através da irradiação de cristal-de-rocha tem-se, com material da região de Macaúbas, se conseguido quartzo verde e quartzo fumê.
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Quartzo Azul - A cor azul natural é provocada por impurezas de rutilo, ilmenita e crocidolita, dumortierita, inclusões fluidas ou de turmalina azul.

Quartzo azul - Oliveira dos Brejinhos
Fonte da imagem: http://vidaempaz.files.wordpress.com/2012/02/quartzo_azul2.jpg

O Quartzo azul artificial é produzido com aquecimento a 350 a 450°C ou irradiação com raios gama.
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- O Quartzo fumê - tem sua cor originada, para alguns estudiosos, da presença do elemento Silício (Si) intersticial livre, para outros da presença de "alumínio em solução sólida substitucional na estrutura da sílica cristalina". É relacionado através de concentrações de "alguns milhares de átomos de alumínio para cada milhão de átomos de silício", em que "íons Al+++ substituirão íons Si++++". Assim, teremos um desequilíbrio iônico, que é compensado por um cátio de H+, Li+ ou Na+. A cor se origina de uma radiação natural do quartzo em presença destas impurezas. Este se desenvolve especialmente a partir do jogo iônico Al–Li.
Sua temperatura de formação, para que se torne um Quartzo fumê, está entre 150 e 200oC, 

Quartzo levemente fumê - Brotas de Macaúbas
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Quartzo fumê algo mais escuro - Brotas de Macaúbas

Inclusões muito finas de rutilo no quartzo fumê podem provocar a presença de asterismo.
Asterismo em quartzo fumê.
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- O Quartzo morion ou simplesmente Morion - é um caso especial do Quartzo fumê, com uma concentração muito maior de impurezas, tornando-o muito escuro.

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- O Quartzo rutilado e cabeleira de vênus - é o cristal de quartzo que exibe inclusões de rutilo, caracterizadas por serem aciculares, ist é, muito finas. Se sua abundância não é muita, chamamos Quartzo rutilado. Se há uma quantidade muito expressiva, é chamado Cabeleira de Vênus.
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Quartzo rutilado.
Fonte desta imagem:http://brazilis.loja2.com.br/457118-Quartzo-Rutilado-Pedra-Preciosa-Mineral-Rutil-Quartz-Gems
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Quartzo fumê rutilado
Fonte desta imagem: http://www.mineralminers.com/images/rock-crystal/hand/rkxh237.jpg
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Quartzo fumê rutilado, de Brotas de Macaúbas.

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Cabeleira de Vênus
Cabeleira de Vênus
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- O Quartzo fantoma - tem impurezas interiores de dimensões maiores. Estas, muitas vezes, marcam o crescimento do cristal, destacando-o, tornando-o mais claro.
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Quartzo fantoma devido à presença do mineral clorita no seu interior.
Fonte desta imagem:http://www.alvimstones.com/product.php?id_product=36
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Quartzo fantoma devido à presença do mineral actinolita no seu interior.
Fonte desta imagem:http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-205244177-actinolite-no-quartzo-translucido-_JM
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Quartzo fantoma devido provavelmente à presença de bolhas de ar no seu interior.
Fontes desta imagem:http://cristaisgayatri.wordpress.com/cristais/quartzo/ e http://www.mineralminers.com/html/rkxspdc.stm
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Quartzo fantoma devido provavelmente à presença de bolhas de ar no seu interior.
Fonte desta imagem: http://www.shopdoscristais.com.br/lojav/product.php?id_product=1016
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Formas Microcristalinas

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Bibliografia:

ARAÚJO. Fernando Gabriel S.. "Correlação entre o espectro óptico e a concentração de impurezas no quartzo colorido." Ouro Preto (Minas Gerais): Rem - Revista da Escola de Minas, v.54, n.4, Outubro - Dezembro de 2001.
CORREA, Monica. "Variedades gemológicas de Quartzo na Bahia, Geologia, Mineralogia, causas de cor e técnicas de tratamento." São Paulo (São Paulo): Instituto de Geociências - Universidade de São Paulo, dissertação de mestrado, 2010.

NUNES. Eduardo Henrique Martins. “Caracterização de Ametistas Naturais.” Belo Horizonte (Minas Gerais): Universidade Federal de Minas Gerais Tese de Doutorado, março de 2008.

TRINDADE, N. M.; Scalvi, R.M.F.. "Análise das propriedades ópticas de Ametistas tratadas termicamente." Foz do Iguaçu (Paraná): 17º CBECIMat - Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciência dos Materiais, 15 a 19 de Novembro de 2006.
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