terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Scelidotherium do "Museo de Ciencias Naturales" de Monte Hermoso

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Monte Hermoso, na Argentina, é uma localidade já lembrada pelo encontro de antigas pegadas humanas. As datações para esse evento permanecem entre 7.035 +/- 55 anos atrás e 6.640 +/- 55 anos atrás:
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O Museo de Ciencias Naturales, de Monte Hermoso, Argentina, apresenta uma exposição de qualidade apreciável, podendo ser indicado como referência.
Já tradicional local para vislumbre e pesquisa de gastrópodes, bivalves, caranguejos, reabriu as portas com a exibição de uma reconstituição admirável de um Scelidotherium.
Na exposição da réplica no Museo de Ciencias Naturales, de Monte Hermoso, constam também suas pegadas, encontradas nessa localidade.
O Scelidotherium foi uma grande preguiça terrícola que habitou grande parte da América do Sul, destacando-se também nos nossos terrenos. Fósseis referenciais seus foram encontrados na Toca da Esperança, no Município de Central, no nosso Estado. (Pitana, Ribeiro, 2007)
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Reconstituição de Scelidotherium - "Museo de Ciencias Naturales" - Monte Hermoso - Argentina
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Reconstituição de Scelidotherium - "Museo de Ciencias Naturales" - Monte Hermoso - Argentina
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Reconstituição de Scelidotherium - "Museo de Ciencias Naturales" - Monte Hermoso - Argentina
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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

"Fósseis voltam para Lagoa Santa em 2010"

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Considerando a identidade de material fossilífero e a ação exemplar dos paleontólogos e Museus mineiros, cabe sempre chamar a atenção para o desenvolvimento das suas ações.
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Matéria:
Fósseis voltam para Lagoa Santa em 2010
Por Gustavo Werneck - Estado de Minas
Foto: Emmanuel Pinheiro / EM / D.A PRESS
Matéria publicada em Domingo 24 de maio de 2009
em:
http://wwo.uai.com.br/UAI/html/sessao_8/2009/05/24/em_noticia_interna,id_sessao=8&id_noticia=111639/em_noticia_interna.shtml
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Coleção das peças enviadas há quase 200 anos à Dinamarca, pelo naturalista Peter Lund, será exposta em novo centro cultural e receptivo turístico, na Gruta da Lapinha.
O governo da Dinamarca vai ceder a Minas, em regime de comodato, por 10 anos, com possibilidade de prorrogação, cerca de 300 fósseis do Museu Zoológico da capital Copenhague. As peças, de um total de 12.622, foram enviadas àquele país, a partir de 1845, pelo naturalista Peter Lund (1801-1880), que viveu mais de quatro décadas em Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e é considerado o “pai da paleontologia brasileira”.
A boa notícia foi trazida, esta semana, pela assessora do vice-governador Antonio Anastasia e coordenadora do programa Linha Lund, Natasha Nunes, e pelo professor da PUC Minas Castor Cartelli, emissários do governo estadual à capital dinamarquesa para fechar as negociações com autoridades locais. A expectativa é de que a coleção seja mostrada no ano que vem, no centro cultural e receptivo turístico a ser construído ao lado da Gruta da Lapinha, em Lagoa Santa.
Entre as preciosidades de “Lagoa Santa que voltam para Lagoa Santa”, conforme diz Natasha, está parte do material encontrado por Lund na Lapa Vermelha, gruta destruída por uma empresa, na década de 1970, para transformar o patrimônio natural em sacos de cimento. No Museu Zoológico, que faz parte dos Museus Universitários de Copenhague, estão o crânio do primeiro homem que viveu na América, há 11 mil anos, além de ossos de raposa, de onça, de tigre-dente-de-sabre e até de um urso, com datação da mesma época.
“A Lapa Vermelha era um templo, onde foram encontrados restos humanos. Temos que destacar que a Dinamarca preservou o acervo paleontológico, enquanto nós destruímos. Esse entendimento é de suma importância, pois teremos de volta o primeiro mineiro, o que serve para criar uma maior conscientização ambiental”, diz o professor Cartelli, que localizou, no museu dinamarquês, um registro de Lund em plena atividade dentro da gruta, com os estalactites parecendo flocos de neve. Trata-se de um desenho a nanquim colorido, datado de 1839 e feito pelo norueguês Brandt, então secretário do paleontólogo. A exemplo dos ossos da raposa e da onça, que aparecem nesta página, a gravura também é inédita para a maioria dos brasileiros. No entanto, o original vai continuar no Museu de Copenhague.
A expectativa é de que a Dinamarca envie outras peças, as quais pertenceram à Gruta de Maquiné, em Cordisburgo, na Região Central de Minas, e integram o lote levado por Lund. “Assim, uma parte ficaria exposta em Lagoa Santa e outra em Cordisburgo”, sugere Cartelli, que está à frente da área de paleontologia do Museu de Ciências Naturais da PUC, em BH, e tem esperança de que o material repatriado atinja até 4% do que está guardado na Dinamarca.
Durante os encontros com o diretor dos Museus Universitários, Morten Melgaard, e Hane Starger, diretora do Museu Zoológico e responsável pela coleção Peter Lund, os emissários mineiros ouviram algumas recomendações para que o material continue em bom estado de conservação. “Eles exigem local climatizado, ar refrigerado, iluminação adequada, geradores próprios e outras questões técnicas. Tudo isso será cumprido à risca, assim como o nome do receptivo, que será Centro Cultural Peter W. Lund, pois os dinamarqueses fazem questão”, adiantou Natasha.
Ela ressaltou que o governo de Minas vai investir R$ 2 milhões na construção do receptivo turístico, cuja pedra fundamental foi lançada na semana passada por Anastasia. Em Copenhague, a coleção é tratada como material científico, ficando armazenada e, portanto, sem exposição permanente.

A coordenadora Natasha Nunes e o professor Castor Cartelli negociaram o empréstimo com o governo dinamarquês.

COOPERAÇÃO CIENTÍFICA

A próxima etapa das negociações ocorrerá ainda nesta semana, quando será enviada uma carta do governo de Minas às autoridades dinamarquesas para ratificação do compromisso. O portador será o cônsul-geral da Noruega e presidente da Câmara de Comércio Brasil-Dinamarca, que representa os dois países escandinavos, o dinamarquês Jens Olesen, que acompanhou a equipe nos encontros em Copenhague, já visitou a região de Lagoa Santa e vem apoiando, desde o ano passado, a campanha para retorno do material paleontológico.
A campanha para retorno dos fósseis começou há dois anos, tendo à frente a Prefeitura de Lagoa Santa, sendo depois encampada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), que inaugura, até julho, o Parque do Sumidouro, de 2 mil hectares, que fica entre Lagoa Santa e Pedro Leopoldo. Nessa unidade de conservação administrada pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF), onde fica a Lapinha, será construído o Museu dos Primeiros Americanos, a quatro quilômetros do receptivo turístico, e que será usado para exposições sobre os habitantes pioneiros do continente. A proposta é do professor da Universidade de São Paulo (USP) Walter Neves, que faz pesquisas no parque, a exemplo dos estudos, no século 19, de dr. Lund. O custo estimado é de R$ 2 milhões, também bancados pelo governo estadual.
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Museu de Ciências Naturais da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais

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Sinalizando com os bons exemplos, o Museu de Ciências Naturais da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais é uma prova contundente de que se pode trabalhar com as Ciências Naturais como um bom investimento, em todos os sentidos.
Chegou-se, nessa instituição, à agregação de provavelmente a maior coleção de mamíferos fósseis da América do Sul. A sua exposição é distribuída ao longo de três andares que entontecem aos visitantes pela qualidade do exposto, seja pela qualidade unitária, seja pela sua dimensão enquanto coleção.
É a qualidade de um museu como este que garante um esforço e uma força integrados junto ao Governo de Minas Gerais para que se consiga acordos para o retorno de peças originadas de escavações em território mineiro. Em função disto, o Museu de København (Kopenhagen) acordou em termos de um comodato, por dez anos, renovável por mais dez anos, do acervo levado por Peter Wilhelm Lund, à Dinamarca, no século XIX. Graças a isto, Minas Gerais passará a contar com mais um Museu, que será construído na Gruta da Lapinha, em Lagoa Santa. Além deste, também contarão com partes do acervo o Museu dos Primeiros Americanos, no Parque Estadual do Sumidouro e o Receptivo Turístico da Gruta de Maquiné, em Cordisburgo.
Abaixo as fotos do Museu de História Natural de Minas Gerais tiradas por Marcelo Olisa, que as exibe em seu site do Skycrapercity:
http://www.skyscrapercity.com/archive/index.php/t-894330.html
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O Museu
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Dinossauro - reconstituição externa.
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Panorama interno
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Um dinossauro.
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Um Glyptodon.
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Macrauchenia
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Toxodon
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Preguiça Terrícola
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Preguiça terrícola.
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Preguiça terrícola
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Seres marinhos
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Reconstituição de peixe fóssil
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Ave predadora extinta.
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Pterosauro
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Catonyx, uma preguiça terrícola extinta de Paripiranga.

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O Catonyx é um gênero das extintas preguiças terrícolas, atingindo até 3,5 metros de comprimento por 1,7 metros de altura, pesando entre 500 e 700 kg.
Com surgimento por volta de 300.000 a 125.000 anos atrás, extingüiu-se entre 11.000 e 10.000 anos atrás.
Suas datações mais recentes, na Serra da Capivara, no Piauí, atingem 10390 ± 80 anos, e, em Minas Gerais, cerca de 9.900 anos.
Enquadra-se na Família Mylodontidae, em sua subFamília Scelidotherinæ.
Anteriormente tida como geralmente associada a um outro gênero da mesma subFamília, o Catonyx é considerado, atualmente, sinônimo de Scelidodon.
Em relação a este gênero de preguiça terrícola, aparece o trabalho de Mário André Trindade Dantas, que pertence ao Departamento de Biologia da Universidade Federal de Sergipe.
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DANTAS, Mário André Trindade. “Sobre a ocorrência da preguiça gigante Catonyx Cuvieri (Lund, 1839) Na Gruta da Roça Nova, Paripiranga, Bahia.” Rio de Janeiro (Rio de Janeiro): Sociedade Brasileira de Paleontologia, Boletim da Sociedade Brasileira de Paleontologia, n.53, p.42, Janeiro, Fevereiro e Março de 2006.
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"A ocorrência de fósseis da megafauna (mamíferos gigantes) em cavidades naturais no Estado da Bahia vem sendo registrada desde 1983. Há registros nas grutas: Toca da Boa Vista e Toca do Barrigudo (Município de Campo Formoso), Lapa dos Brejões (Morro do Chapéu), Toca dos Ossos (Ourolândia), Poço Azul (Nordestina), Toca das Onças, e Túnel (Santana). No Município de Paripiranga, Bahia, há aproximadamente 12 anos, foram coletados fósseis de mamíferos gigantes em uma gruta localizada no povoado de Roça Nova (coordenadas 10º39´09"S e 37º55´48"W).
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Deste material, apenas uma peça faz parte do acervo do Laboratório de Paleontologia da Universidade Federal de Sergipe (LPUFS), sendo a sua identificação o objetivo dessa comunicação. A peça LPUFS 2187 é uma garra (falange distal) de uma preguiça gigante. Estes animais apresentavam garras nos dedos dos pés e mãos. Nas garras dos pés, a altura da face de articulação com o metatarso é menor que a largura transversa do mesmo, ocorrendo o oposto com as garras das mãos. A identificação especifica desta peça se deu através da comparação com as medidas das garras do dedo III do pé de: Eremotherium, que possui apenas uma garra no pé, no dedo III; Glossotherium e Catonyx, que possuem três garras nos dedos dos pés cada, sendo a do dedo três a maior. Em Glossotherium, assim como em outros membros da Subfamília Mylodontinae, as medidas de suas falanges distais são diminutas quando comparadas com as medidas do fóssil LPUFS 2187, e das garras de Eremotherium e Catonyx.
A falange distal do dedo III em Catonyx diferencia-se da de Eremotherium, por apresentar, em sua porção dorsoproximal, uma nítida e estreita concavidade mediana, e pela presença, na face de articulação com o metatarso III, de uma crista média mais alta, características também observadas na peça LPUFS 2187. Deste modo, o exemplar LPUFS 2187 é identificado como sendo uma falange distal do dedo III esquerdo do pé pertencente à espécie Catonyx cuvieri, sendo este o primeiro registro da megafauna do Pleistoceno final - Holoceno no Município de Paripiranga, Bahia."
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