sábado, 25 de abril de 2015

Terremotos na Bahia, até abril de 2015.

Foram anotados terremotos na Bahia, até a atualidade (abril de 2015), os terremos listados abaixo.
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- 1666 – Tsunami – Baía de Todos os Santos
- 04 de janeiro de 1724 - Salvador - estimado 2,8 graus Richter
- 1876 – Salvador
- dezembro de 1899 - Amargosa - estimado 3,5 graus Richter
- 18 de julho 1905 - Senhor do Bonfim - estimado 4,8 graus Richter
- 1905 - Xiquexique - estimado 4,7 graus Richter
- 15 de março de 1911 - Itaparica - estimado 3,3 graus Richter
- 22 de março de 1911 - Itaparica - estimado 4,4 graus Richter
- 1911 - Baía de Todos os Santos liberando gases na água. parecia efervecente
- 19 de abril de 1912 - Jequirica - estimado 3,7 graus Richter
- 06 de novembro de 1915 - Ilha das Fontes / São Francisco do Conde - estimado 4,0 graus Richter
- 07 de novembro de 1917 - Rio Fundo / Terra Nova - estimado 4,3 graus Richter
- 22 de dezembro de 1917 – Santo Amaro
- 12 de janeiro de 1918, às 8 horas – Santo Amaro
- 12 de janeiro de 1918 - Rio Fundo / Terra Nova - estimado 3,7 graus Richter
- 04 de março de 1918 – Santo Amaro
- 22 de março de 1918, à 0 hora – Santo Amaro
- 22 de março de 1918, às 12 horas – Santo Amaro
- 27 de março de 1918 – Santo Amaro
- 29 de março de 1918 – Santo Amaro
- 14 de abril de 1918, às 4 horas – Santo Amaro
- 14 de abril de 1918, às 5 horas – Santo Amaro
- 19 de abril de 1918 – Santo Amaro
- 07 de novembro de 1918 - Epicentro provável: Pojuca - - Sentido em Salvador, Feira de Santana, Cachoeira, Amargosa, Curralinho, Nazaré, Valença, Alagoinhas, Serra Grande
- 09 de novembro de 1919 - Acupe - estimado 3,8 graus Richter
- 09 de novembro de 1919 – Nazaré
- 10 de novembro de 1919 – Salvador
- 10 de novembro de 1919 – Santo Amaro - estimado 3,6 graus Richter
- 13 de novembro de 1919 – Santo Amaro
- 16 de novembro de 1919 - Santa Bárbara das Lajes - estimado 3,5 graus Richter
- 19 de novembro de 1919 – Salvador
- 23 de novembro de 1919 - Recôncavo - estimado 4,2 graus Richter
- 26 de janeiro de 1972 - Centro-Sul baiano - 3,3 graus Richter
- 18 de maio de 1976 - Ibicaraí - 3,7 graus Richter
- 19 de maio de 1976 - Ibicaraí - 3,8 graus Richter
- 11 de agosto de 1976 - Ibicarai - 3,5 graus Richter
- outubro de 1976 - Ibicarai - 3,4 graus Richter
- 10 de novembro de 1981 - Cândido Sales - 2,9 graus Richter
- 29 de março de 1980 - Paulo Afonso - 3,6 graus Richter
- 23 de julho de 1982 - Sudoeste baiano - 2,9 graus Richter
- 10 de outubro de 1982 - Barreiras - 2,8 graus Richter
- 01 de junho de 1983 - Cocos - 3,2 graus Richter
- 28 de junho de 1983 - Santo Antônio de Jesus - 2,2 graus Richter
- 03 de agosto de 1987 - Jiquiricá - 2,3 graus Richter
- 09 de maio de 1989 - Teodoro Sampaio - 2,2 graus Richter
- 08 de março de 1990 - Encruzilhada - 3,1 graus Richter
- 09 de março de 1990 - Encruzilhada - 2,9 graus Richter
- 30 de abril de 1990 - Itaberaba - 2,9 graus Richter
- 14 de março de 1991 - Euclides da Cunha - 2,2 graus Richter
- 19 de abril de 1991 - Encruzilhada - 3,0 graus Richter
- 05 de maio de 1991 - Buerarema - 2,8 graus Richter
- 11 de setembro de 1991 - Itaparica - 2,3 graus Richter
- 17 de setembro de 1991 - Mundo Novo - 2,4 graus Richter
- 22 de novembro de 1991 - Ilha de Itaparica - 2,2 graus Richter
- 07 de janeiro de 1992 - Teodoro Sampaio - 2,0 graus Richter
- 09 de junho de 1992 - Jaguaquara - 3,0 graus Richter
- 05 de agosto de 1992 - Mundo Novo - 2,1 graus Richter
- 06 de agosto de 1992 - Mundo Novo - 2,3 graus Richter
- 13 de agosto de 1992 - Mundo Novo - 2,2 graus Richter
- 16 de agosto de 1992 - Mundo Novo - 2,1 graus Richter
- 20 de agosto de 1992 - Mundo Novo - 2,4 graus Richter
- 20 de agosto de 1992 - Senhor do Bonfim - 2,5 graus Richter
- 02 de setembro de 1992 - Mundo Novo - 2,0 graus Richter
- 19 de setembro de 1992 - Mundo Novo - 2,4 graus Richter
- 20 de setembro de 1992 - Mundo Novo - 2,2 graus Richter
- 30 de setembro de 1992 - Mundo Novo - 2,1 graus Richter
- 15 de outubro de 1992 - Mundo Novo - 2,6 graus Richter
- 23 de setembro de 1994 - Jaguaquara - 2,7 graus Richter
- 12 de abril de 1995 - Itaberaba - 2,2 graus Richter
- 13 de junho de 1996 - Itapetinga - 2,1 graus Richter
- 03 de setembro de 1996 - Fátima - 2,1 graus Richter
- 29 de julho de 1998 - Jaguarari - 3,1 graus Richter - induzido por mineração
- 07 de outubro de 1998 - Jaguarari - 2,7 graus Richter - induzido por mineração
- 28 de março de 1999 - Jaguarari - 2,8 graus Richter - induzido por mineração
- 28 de outubro de 1999 - Jaguarari - 2,2 graus Richter - induzido por mineração
- 13 de julho de 2000 - Jaguarari - 2,8 graus Richter - induzido por mineração
- 06 de abril de 2000 - Jaguarari - 3,0 graus Richter - induzido por mineração
- 08 de dezembro de 2001 - Jaguarari - 3,1 graus Richter - induzido por mineração
- 20 de setembro de 2002 - Santo Amaro - 3,0 graus Richter
- 28 de setembro de 2002 - Santo Amaro - 3,7 graus Richter
- 01 de outubro de 2002 - Santo Amaro - 2,8 graus Richter
- 10 de outubro de 2002 - Amargosa - 3,6 graus Richter
- 17 de outubro de 2002 - Santo Amaro - 2,9 graus Richter
- 31 de julho de 2003 - Correntina - 2,9 graus Richter
- 31 de julho de 2003 - Correntina - 3,0 graus Richter
- 31 de julho de 2008 - Correntina - 2,9 graus Richter
- 31 de janeiro de 2009 - Correntina - 2,6 graus Richter
- 25 de outubro de 2007 - João Dourado
- 26 de outubro de 2007 - João Dourado
- 31 de janeiro de 2009 - Correntina – Coribe – Jaborandi - Magnitude Média: 2,6 mR - Localização: Lat.: -13.726º - Long.: -44.739º (erro: +/- 30 km) - Prof.: 11 km (LocSat Program)
- 01 de março de 2010 - Apuarema
- 16 de março de 2010 - Mutuípe - Jiquiriçá - 2,0 Richter, às 13:30
- abril de 2010 - Guaratinga - 2,0 escala Richter
- 27 de maio - Mutuípe
- 30 de maio - Mutuípe - 23 horas
- 01 de junho de 2010 - Epicentro: Mutuípe - Magnitude: 3,2 mD - Localização: Lat. -13,20°, Lat. -39,50° (Erro: ± 0,09°).
- 13 de junho de 2010 - Serrolândia
– 14 de junho de 2010 - Epicentro: Umburanas - sentido e anotado em Quixabeira
- 21 de abril de 2012 - Lapão, a 12 km de em Irecê
- 13 de agosto de 2014 – Correntina, Hora local: 17:34:57, Localização epicentral: Lat.: -13.49º, Long.: -44.61º , Magnitude: 3.1
- 9 de setembro de 2014 - Jaborandi - M 2.9, Hora local: 13:02:19 , Localização epicentral: Lat.: -14.05º, Long.: -49.45º , Magnitude: 2.9
- 12 de janeiro de 2015 - Guanambi - M 2,1 - Hora local: 16:11:25, Localização epicentral: Lat.: -14,13º, Long.: -42,79º - Magnitude: 2,1 mR
- 13 de março de 2015 - Formosa do Rio Preto , M 1,8 , Hora local: 01:09:21 , Localização epicentral: Lat.: -11,01º, Long.: -45,82º - Magnitude: 1,8 mR - b17 de março de 2015 - Itagiba - M 0,3, Hora local: 16:07:02 , Localização epicentral: Lat.: -14,28º, Long.: -39,89º , Magnitude: 0,3 mR
- 23 de março de 2015 - Correntina - M 1,4 - Hora local: 03:08:50, Localização epicentral: Lat.: -13,16º, Long.: -44,83º - Magnitude: 1,4 mR
- 27 de março de 2015 – Itagibá - M 2,0 - Hora local: 15:27:20, Localização epicentral: Lat.: -14,20º, Long.: -39,66º - Magnitude: 2,0 mR
- 27 de março de 2015 - Barra do Rocha - M 2,1 - Hora local:15:27:20, Localização epicentral: Lat.: -14,20º, Long.: -39,66º - Magnitude: 2,1 mR

Fontes:

Acompanhamentos de:
- Observatório Sismológico da Universidade de Brasília - Distrito Federal, Brasil
- United States Geologic Survey - USGS

Bibliografia:
- "A Tarde" - jornal - várias datas.
ASSUNÇÃO, Marcelo. “Sismos no Brasil – Período de 1720 a 2007.” São Paulo (São Paulo): IAG – Universidade de São Paulo, sd.
- CORRÊA, Iran Carlos Stalliviere. "Terremotos do Brasil." Porto Alegre (Rio Grande do Sul): Museu de Topografia Professor Laureano Ibrahim Chaffe - Universidade Federal do Rio Grande do Sul, abril de 2010.
LIMA, Carlos César Uchoa de. “O Neotectonismo na Costa do Sudeste e do Nordeste Brasileiro.” Revista de Ciência & Tecnologia, n.15, p.91-102, junho de 2000.
- SAMPAIO, Theodoro. Salvador (Bahia): Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (r), p.210-222, junho de 1918.
- SAMPAIO, Theodoro. “Tremores de terra na Bahia, em 1919” Salvador (Bahia): Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (r), p.210-222, 1920.
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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

O pôr-do-Sol em Salvador, Bahia.




Há uma noção difusa entre os leigos de que as posições de por e de nascer-do-Sol variam no horizonte, ao longo do ano. Alguns sentem a diferença. Entretanto, é difícil para os que não anotam com mais objetividade materializar esta modificação, de ponta a ponta, em sua verdadeira dimensão. .
Isto, assim como as estações, é uma consequência de o nosso planeta Terra possuir uma inclinação do seu eixo de rotação de 23º27’ em relação ao seu plano de órbita em torno da nossa estrela Sol.
Fica mais fácil a observação das diferenças se tomarmos alguns pontos fixos como referência. Por exemplo, na imagem acima, o Sol aparece se pondo em dois momentos na Baía de Todos os Santos, atrás da Ilha de Itaparica, com vista a partir da lateral do antigo Forte de Santo Antônio da Barra, em Salvador.
Os Solstícios representam pelos dois pontos extremos de deriva do Sol no horizonte. É isto que vemos nesta imagem compósita. Chega o Sol, no máximo, até eles, iniciando então a trajetória de retorno. Permanece neste quicar anual, de um extremo a outro.
O por-do-Sol visto à esquerda foi fotografado no dia 21 de dezembro, marcando o Solstício de Verão, que ocorre neste dia ou 22 de dezembro, quando nasce às 05:06  e se põe às 17:59. A partir deste ponto, o por-do-Sol retornará, rumo Norte, o que significa para a direita nesta imagem.
Já o por-do-Sol da direita foi fotografado no dia 21 de junho, marcando o Solstício de Inverno, que ocorre neste dia ou 22 de junho, quando se nasce às 05:55  e se põe às 17:17. É o ponto máximo da caminhada do por-do-Sol rumo Norte, no horizonte. A partir daí, retornará rumo Sul, o que, na imagem, significa rumar para a esquerda.
Visão similar aparecerá se contemplarmos o nascer-do-Sol, que aparecerá bem separado para os solstícios de verão e de inverno.
No centro do caminho estão os Equinócios, momento em que, em sua órbita aparente, visto da Terra, a estrela Sol cruza o Equador. O por-do-Sol estará a meio caminho entre os Solstícios.
Ocorrem estes Equinócios a 20 ou 21 de março, quando nasce às 05:38  e se põe às 17:44, marcando o início do Outono, e 21 ou 22 de setembro. quando nasce às 05:24 e se põe às 17:30, anotando-se aí o começo da Primavera.
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Fonte: SILVA FILHO, Rubens Antonio. "História Geológica da Bahia". Segunda edição. 2013.
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sábado, 14 de julho de 2012

Nanaichthys longipinnus, um peixe fóssil baiano.


Um fóssil de peixe encontrado nos sedimentos da Bacia do Recôncavo que originalmente estava descrito como “Dastilbe minor”, passa a ser enquadrado como um novo gênero, dos Chanidae. É o Nanaichthys longipinnus.
Com esta descoberta realça-se uma relação entre a fauna de águas então regidas pelo mar Tethys e a nossa Bacia do Recôncavo.
DO artigo:

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“A New Chanidae (Ostariophysii: Gonorynchiformes) from the Cretaceous of Brazil with Affinities to Laurasian Gonorynchiforms from Spain.”

Cesar R. L. Amaral, Paulo M. Brito*
* - Instituto de Biologia Roberto Alcântara Gomes, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, São Francisco Xavier, Maracanã, Brazil

Abstract:
“Based on specimens originally referred to as “Dastilbe minor”, a nomem-nudum, we describe a new genus of Chanidae †Nanaichthys longipinnus nov. gen. and sp. which exhibits several diagnostic characters such as the absence of orbitosphenoid and basisphenoid, anteriorly displaced quadrate-mandibular articulation, laterally expanded supraneurals, an acute angle between the preopercular limbs, expansion at the angle between the preopercular limbs, and a curved maxillary articular process. Its occurrence and supposed relationship within the Chanidae reinforce the influence of the Mediterranean Tethys over the Gondwanan main rift system prior to the Aptian/Albian highstands.”
Conclusion:

"Nanaichthys longipinnus nov. gen. and sp. exhibits several characters that support its inclusion within the Gonorynchiformes as well as its placement in Chanidae. These include the absence of an orbitosphenoid and basisphenoid, an antero-ventral expansion in the hyomandibula, a quadrate-mandibular articulation anterior to the orbit, an elongated symplectic, a concave-convex premaxilla, laterally expanded anterior supraneurals not in contact with each other, and the expanded opercle at about one-third of the head length.
Our results support the affinities between †Nanaichthys longipinnus and the Laurasian rubiesichthyns from Spain, mainly based on the small and curved articular process of the maxilla, the acute angle formed by the preopercular limbs, and posterior expansion at the angle between the preopercular limbs.
†Nanaichthys longipinnus differs from other †Rubiesichthyinae (cf. †Rubiesichthys gregallis and †Gordichthys conquensis) by presenting a combination of characters such as a gently (not strongly) curved maxillary process and the possession of eleven anal fin rays; from †Gordichthys in the body depth, vertebral count (39 for †Nanaichthys against 37 for †Gordichthys), and edentulous parasphenoid and vomer; and from †Rubiesichthys in body proportions, position of the dorsal, pelvic, and anal fins; and shape of the head, triangular in †Nanaichthys and elongated in †Rubiesichthys. The proximity of †Nanaichthys longipinnus with the †Rubiesichthyinae from Spain reinforces the influence not only from the Caribbean Tethys but also from the Mediterranean Tethys and Laurasia prior to the Aptian/Albian marine transgressions over the continental terrains of Western Gondwana. This was probably influenced by the tectonically interconnected drainages that developed over the main rift axis prior to the well documented Aptian/Albian highstands."
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. Citation: Amaral CRL, Brito PM (2012) A New Chanidae (Ostariophysii: Gonorynchiformes) from the Cretaceous of Brazil with Affinities to Laurasian Gonorynchiforms from Spain. PLoS ONE 7(5): e37247. doi:10.1371/journal.pone.0037247 Editor: Andrew A. Farke, Raymond M. Alf Museum of Paleontology, United States of America
Received: December 9, 2011; Accepted: April 16, 2012; Published: May 21, 2012 Copyright: © 2012 Amaral, Brito. This is an open-access article distributed under the terms of the Creative Commons Attribution License, which permits unrestricted use, distribution, and reproduction in any medium, provided the original author and source are credited.
Funding: This study was supported by the Brazilian National Counsel of Technological and Scientific Development and Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro. The funders had no role in study design, data collection and analysis, decision to publish, or preparation of the manuscript.
Competing interests: The authors have declared that no competing interests exist. * E-mail: pbritopaleo@yahoo.com.br
Fonte:
http://www.plosone.org/article/info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0037247
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Divulgação em mídia:
"Fóssil de peixe "europeu" é encontrado no interior da Bahia"
Peixe viveu há 120 milhões de anos, quando continentes se separavam.
Espécie recebeu nome em homenagem ao candomblé.
Por Tadeu Meniconi
Do Gl, em São Paulo
Pesquisadores brasileiros encontraram no interior da Bahia fósseis de um tipo de peixe pré-histórico nativo da Europa, que nunca tinha sido encontrado na América do Sul. A espécie inédita foi descrita em um estudo publicado em maio pela revista científica “PLoS One”. Esse animal já extinto viveu há cerca de 120 milhões de anos, quando os dinossauros dominavam a Terra e a geografia do planeta era completamente diferente. A Pangeia, continente único que existiu até 200 milhões de anos atrás, já tinha se dividido em norte e sul, e a América e a África estavam em processo de separação.
Nesse tempo, onde hoje fica o sertão da Bahia, havia um lago salgado, uma faixa de mar que entrava para o continente. Foi no município de Tucano, a 270 km de Salvador, que o fóssil desse peixe foi encontrado.
O fóssil já havia sido coletado na década de 1960 e mencionado em trabalhos mais antigo, mas ninguém tinha descrito a nova espécie em uma revista científica ainda – a publicação de um trabalho como esse é necessária para que a existência de uma espécie seja aceita.
“Quando eu o vi, reconheci características dos grupos da Europa”, contou Amaral. A principal diferença identificada em relação aos peixes mais típicos da América do Sul foi no formato de um osso chamado “pré-opérculo”, que fica na cabeça do animal. “É a primeira evidência clara de intercâmbio entre a Espanha e essa região do Brasil”, apontou.
O paleontólogo explicou que quando os continentes se dividiram, surgiu entre eles um mar conhecido como Mar de Tétis – um antecessor do Oceano Atlântico, de certa forma. Por esse mar, várias espécies de animais se espalharam pela Terra.
Isso que possibilitou que a espécie abundante na Europa chegasse também ao que hoje é a Bahia. Há outros registros que dão indícios desse processo, na Argentina, por exemplo. No Nordeste brasileiro, no entanto, a descoberta é inédita.

Candomblé
A espécie recebeu o nome científico de Nanaichthys longipinnus. É uma homenagem à orixá Nàná Burukù e ao candomblé, como uma referência à religiosidade baiana – “ichthys” significa peixe em grego. A segunda parte do nome, “longipinnus”, é uma referência a uma característica anatômica do animal, que possui a cauda mais longa que seus parentes.
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Fonte:
http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/07/fossil-de-peixe-europeu-e-encontrado-no-interior-da-bahia.html
Publicado: 14/07/2012 07h00
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sábado, 7 de julho de 2012

CPRM e a Mineração na Bahia

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04/07/2012
Em entrevista exclusiva para o Informe CPRM, o novo superintendente de Salvador, geólogo Teobaldo Rodrigues, fala sobre o cenário do setor mineral na Bahia, que segundo ele, nunca recebeu tanto investimento da iniciativa privada como agora.
 “Nos últimos dez anos grandes empresas de mineração se instalaram na Bahia, e novas pesquisas estão sendo feitas”.
O geólogo anuncia que a CPRM irá realizar o mapeamento geológico de 12 mil Km² no Estado.
“Serão quatro novas folhas na escala 1:100.000”, informa. Rodrigues avisa que em breve serão anunciados os resultados de projetos em fase conclusão que mudarão os entendimentos geológicos nas regiões onde foram desenvolvidos, abrindo assim, “perspectivas de investimentos nessas áreas”, que de acordo com ele, estão tendo a sua “litologia e ambiência geológica interpretadas.”
O superintendente acrescenta também a importância de aperfeiçoar os instrumentos de gestão e diz que sua meta é construir uma sede definitiva para atender as necessidades atuais da Superintendência.
Confira a entrevista.
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Informe CPRM - Como o senhor avalia o cenário do setor mineral na Bahia?
Teobaldo - Nunca se investiu tanto em pesquisa como agora. Nos últimos dez anos foram descobertos novos depósitos de bens minerais no estado, como por exemplo, de bauxita, tório, níquel, novas anomalias de cobre, diamante e vanádio, além da reativação da mina de ouro em Jacobina e expansão de outros projetos, como implantação e ampliação da mina de níquel da empresa Mirabela. Grandes empresas de mineração se instalaram no Bahia, e novas pesquisas estão sendo feitas pela iniciativa privada em busca de bauxita, níquel, ferro, terras raras, diamante, manganês e minério de ferro.

Informe CPRM -Qual é a importância da CPRM no processo de conhecimento geológico do subsolo baiano?
Teobaldo - A empresa ajudou a alavancar esse crescimento do setor e terá papel relevante nos próximos anos com os novos projetos que começaremos a executar ainda este ano. Serão quatro novas folhas (Andorinhas, Peões, Monte Santo e Uauá) de mapeamento geológico, na escala 1:100.000, o que totalizará 12 mil Km² de área pesquisada onde há interesse para a mineração. Esses projetos têm a perspectiva de mudar a geologia das regiões mapeadas e contribuir para ampliação das reservas e elevar a Bahia à terceira colocação no ranking dos maiores Estados produtores de bens minerais.

Informe CPRM -Quais serão as metas de sua gestão?
Teobaldo - Vim para ajudar no processo de reestruturação da empresa. Fui muito bem recebido pelos funcionários, que estão motivados. Minha meta é integrar as áreas administrativa e técnica e criar novos instrumentos de gestão para aperfeiçoar o trabalho e gerenciar melhor nossos recursos financeiros, materiais e humanos. Conto com o apoio da diretoria para construir uma sede definitiva para a Superintendência. As instalações atuais foram construídas para serem provisórias e já se passou bastante tempo. Pela importância dos projetos que executamos e a necessidade de melhorar a qualidade de vida de nossos profissionais vamos apresentar uma proposta para o novo prédio que terá laboratórios, biblioteca e museu.
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Fonte:
http://www.cprm.gov.br
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